por Marcelle Cardoso

  • Médica residente em psiquiatria, 27 anos, mora em Presidente Prudente-SP e ama viajar para destinos diferentes.

        SAN PEDRO DE ATACAMA

O deserto mais árido do mundo, com passeios para lagoas, gêiseres, vales, vulcões, salar

Publicado em: 16/10/2017

Quando foi: Setembro de 2017

Quanto tempo: 6 dias

A pacata San Pedro de Atacama é a cidade-base para explorar o deserto mais árido do mundo, no norte do Chile. Com ruas de terra, construções rústicas e muita tranquilidade, o pequeno município de apenas 5 mil habitantes é bem turístico, o ponto de partida para os passeios pela natureza incrível da região. Uma viagem ao Deserto do Atacama te dá a chance de conhecer lagoas, gêiseres, vulcões, salar, o famoso Valle de la Luna, o Tour Astronômico... São diversas opções de tours, eu fiquei por lá seis dias inteiros, e foi o suficiente na minha opinião. Planejar uma viagem ao Deserto do Atacama é mais fácil que arrumar a mala pra ir pra lá, hahaha. Vamos lá!

              TRANSPORTE:

 

Voos: depois de decidir quantos dias de viagem, a segunda coisa que temos que ter em mente é sobre a compra das passagens: São Paulo para Santiago, e Santiago para Calama. Tem duas empresas que fazem o trajeto Santiago – Calama: a LATAM e a Sky Airline, as duas são boas, então o ideal é comparar os preços de cada uma para a data que você pretende viajar. Outra coisa importante é lembrar de incluir bagagem na ida e volta separadamente, tenho uma amiga que comprou a da ida online achando que a volta estava inclusa, e na hora de despachar precisou pagar o equivalente a 500 dólares! Eu viajei pro Chile com a Aerolíneas Argentinas, e para Calama com a Sky Airline. Por ser uma empresa “low fare”, não espere água nem lanchinhos a bordo, rs...
 

Uma coisa que divide opiniões é a respeito do transfer de Calama para San Pedro. A distância é de aproximadamente 40 minutos entre os lugares e existem diversas companhias que fazem o transfer, as que mais ouvi falar são a Licancabur e Transvip. Eu fui com a Licancabur, gostei bastante e não há necessidade alguma de reservar com antecedência.  Logo que você chega no aeroporto de Calama já tem um monte de gente oferecendo transfer, e em frente estão os guichês das empresas. O que me disseram foi que existe um golpe em que a pessoa compra o transfer da ida e da volta (porque eles vendem juntos pelo preço de 20.000 pesos chilenos) e na hora da volta, cadê o transfer? Já aconteceu com amigos meus e com outras pessoas que li relatos na internet, eles quase perderam o voo para Santiago e tiveram que ir de táxi para Calama, ou seja, gastaram uma grana preta. Por via das dúvidas, fui com a Licancabur e comprei só ida, eu já sabia que era possível comprar a volta lá em San Pedro mesmo, então comprei com dois dias de antecedência.

É tranquilo, mas no bilhete fala que você deve confirmar pelo menos 24 horas, e ninguém fala isso pra gente. Então me pergunto se essas pessoas que perdem o transfer de volta simplesmente não esqueceram de confirmar, já que é uma informação meio oculta, mas o transfer chegou no horário combinado e foi de boa.


Lá em San Pedro dá pra fazer tudo a pé tranquilamente. Andar por lá é uma delícia, tirar fotos e observar. Tem muitos cachorros na rua, e não é cachorro pequeno não, são grandes e bonzinhos.

             HOSPEDAGEM:

Fiz essa viagem com a minha mãe e pasmem: ficamos em hostel! Falando nisso, o hostel eu reservei com antecedência pelo Hostelworld, que é o site que eu reservo todos os hostels quando vou viajar, pelo site você pode ter uma grande noção do lugar. Reservamos o Hostal Rural e adoramos!


Confesso que fiquei com receio, achei que fosse ser total roots e até meio largado, mas me enganei profundamente. O lugar é, sim, bem alternativo, mas a decoração é demais, com um puta charme, os recepcionistas são super simpáticos e educados, a gente fica à vontade, os quartos são limpos e confortáveis, os banheiros também são limpos, as camas são boas. O problema é que às vezes falta água, às vezes até tem água, mas é fria, esse é um problema de San Pedro e não do hostel. Pra nós foi o que tinha o melhor custo-benefício. Tem várias opções de hospedagem, depende do estilo de viagem e da grana disponível, tem opções muito, muito caras, que são all inclusive e outras que são muito, muito simples (até demais). A gente é mochileira, mas gosta de coisa boa também. hahaha.


Se você está esperando por festas, party hostels, etc, esqueça! San Pedro é calmo, é simples, é aconchegante, é charmoso, é roots. Muitas das pessoas que moram lá ou que estão morando no momento são vegetarianas, veganas, tem um estilo de vida alternativo e a própria cidade tem algumas regras do tipo: proibido música depois das 23h, proibido andar com bebida alcoólica na rua, proibido comprar só bebida e não consumir nenhum alimento nos restaurantes, proibido “dançar”. Eu achei isso fantástico porque a ideia é evitar que San Pedro se torne um Caribe da vida, uma Ibiza da vida. Isso traz e conserva o estilo singular do deserto mais árido do mundo.

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             PASSEIOS:

Eu pesquisei tudo com antecedência também, levei minha pastinha com as coisas que imprimi e fiz um roteiro para depois adaptar. Então, chegando no hostel descobrimos que no Rural eles montam um roteiro conforme você quer, sem ter uma só agência, eles escolhem as melhores para cada passeio. Nós resolvemos passar em algumas outras agências que já havíamos pesquisado na internet para verificar preços e roteiros. Como eu tinha esse dia livre, foi ótimo, passamos em umas quatro agências e ficamos super perdidas. Primeiro porque em San Pedro tem uma agência atrás da outra, segundo que é muito difícil avaliar qual você deve escolher. Por fim acabamos escolhendo o roteiro proposto pela recepcionista do hostel, era o mais barato e parecia ser bom e confiável. 


Dica: o ideal é sempre perguntar sobre os carros/vans que levam até os passeios, porque há vários casos de carros que quebram no meio do caminho; perguntar se tem guias que falam espanhol e inglês, perguntar se tem café e almoço inclusos nos passeios que duram o dia todo. Acho que é basicamente isso. As agências que mais ouvi falar são: FlaviaBia Expediciones, Ayllu (essas duas são as mais caras), Grado 10 e Flamingos.


Nosso roteiro foi:
Day 1 – Andamos por San Pedro e pesquisamos agências
Day 2 – Walking tour e Valle de la Luna 
Day 3 – Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas 
Day 4 -  Salar de Atacama 
Day 5 – Íamos fazer Laguna Cejar, mas não rolou. Fizemos o tour astronômico 
Day 6 – Gêiseres el Tatio e Termas de Puritama 
Day 7 – Embora de San Pedro


Descobrimos que em San Pedro tem o city/walking tour, feito por estrangeiros que estão morando lá e querendo fazer uma graninha. Como tínhamos a manhã livre no primeiro dia, resolvemos ir. Tem o da manhã em que falam mais sobre San Pedro de Atacama atualmente, e o da tarde que fala mais sobre a história da cidade. Dura aproximadamente uma hora, o ponto de encontro é na pracinha da Igreja de San Pedro, os meninos usam camiseta do Wally (hahaha), fácil de achar. E o melhor é que você paga o que quiser ou puder. Eu achei bem bacana, eles dão algumas dicas de lugares para comer, beber e ir. Recomendo pra quem tiver um tempo livre. Também existe a opção de alugar uma bike pra andar por lá, eu queria ter feito isso, mas acabou não rolando.


Em todos os passeios, foram nos buscar no hostel, mas nem todos são assim. Em algumas agências é preciso ir até o ponto de encontro na agência de turismo. Os preços abaixo são por pessoa, alguns passeios cobram entrada também, mas não são todos. 


Valle de la Luna: Preço: 3.000 pesos, 2.500 para estudantes; custo do passeio: 10.000 pesos. Foram nos buscar para ir ao Valle de La Luna, primeiro paramos para pagar a entrada do local e ir ao banheiro, depois seguimos para uma pequena caverna, depois passamos nas Três Marias, que são pedras com o formato semelhante a três mulheres, depois fomos às dunas, uma paisagem mais linda que a outra. Simplesmente maravilhoso ver aquela imensidão de areia em um vale de origem vulcânica, que parece a superfície lunar, totalmente diferente do que estamos acostumados. É uma caminhadinha com subidas, cansa um pouquinho, mas dá pra ir tranquilo e tem alguns trechos que não podemos ultrapassar por questões ambientais, importante respeitar esses limites. Logo depois fomos ao ponto que a galera para pra ver o sol se pôr, e foi tão lindo! Depois disso o passeio chega ao fim, saímos às 16h e voltamos às 20h. Dica: se você é estudante, leve sua carteirinha!


Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas: Preço: 5.500 entrada, custo do passeio: 40.000 pesos. No segundo dia de passeio, acordamos cedo, e a primeira parada foi na reserva dos flamingos, estava super super frio. Nessa hora senti falta da minha câmera semiprofissional, porque daria pra tirar umas fotos incríveis. Tomamos o café da manhã por lá, depois paramos no meio da estrada que tinha um visual incrível com as montanhas, vulcões, vegetação, deserto, tudo junto. Maravilhoso! Aí partimos para uma laguna, não era a que a galera geralmente vai porque essa estava interditada devido à neve. Depois fomos para Piedras Rojas, que são pedras vermelhas devido à oxidação, lá é muito lindo também mas tava tão frio. Foi difícil! hahaha. Aí fomos almoçar em um lugar que já estava incluso no passeio, lugar simples que pelo jeito só recebe grupos de excursões, demos uma andadinha pelo vilarejo, conhecemos a igreja que é uma das mais antigas do Chile. Passamos no pueblito de Socaire, onde visitamos uma lojinha que era dentro da casa da mulher e ela tinha uma lhama! Foi a primeira e única lhama que eu vi no passeio, mas nem me atrevi a tocar porque soube que elas cospem na gente! Hahaha. Esse passeio tem vistas deslumbrantes, mas estava muito frio e ventando muito também. 


Salar de Atacama: Preço: 45.000 pesos (não paga entrada). É recomendado começar os passeios nos lugares de menor altitude e ir aumentando gradativamente para não passar mal. Tivemos várias paradas: no Salar (onde almoçamos), que é um deserto de sal no norte do Chile, e tinha uma vista deslumbrante, no mirador de Pujsa, Monges de la Pacana, Catedrales. No fim do passeio, já na volta para San Pedro, a estrada estava totalmente bloqueada pela terra, não dava pra enxergar nada e quando chegamos em San Pedro estava tudo sob areia, todos os lugares cheios de areia e ventando muito, muito, muito. Era uma tempestade de areia, coisa comum por lá, wifi não tava funcionando, água do hostel acabou. Sentimos realmente o que era estar no deserto. Mas tivemos sorte em ainda termos feito o passeio, porque soubemos que os tours da tarde foram cancelados e a previsão pro dia seguinte seria a mesma. Como estávamos muito cansadas e no dia seguinte faríamos a laguna Cejar, que é a lagoa com tanta concentração de sal que você consegue boiar nela como no Mar Morto, resolvemos cancelar esse tour. Dizem que é muito legal e é um dos principais passeios, mas estava muito frio e nós não estávamos dispostas a entrar na água com aquele frio absurdo, então acho que se for pra não entrar na água, não vale tanto a pena. Atenção: nesse passeio do Salar não tem banheiro o dia todo. 


Tour Astronômico: Preço passeio: (não paga entrada) 20.000 pesos chilenos. No quarto dia, tivemos o dia livre e aproveitamos para descansar e resolver algumas coisas. À noite fomos para o incrível tour astronômico. A agência mais famosa pra esse tour é a Space, mas fizemos com a Uma Noche com las Estrellas e foi demais! Eu amei! Esse foi o único tour que tivemos que ir até a agência.


O deserto do Atacama é um dos melhores pontos para visualizar o céu por causa da altitude e porque não tem poluição atmosférica. Eu vi saturno! Foi sensacional! Parece besta, mas fiquei tão feliz em ver o planeta pequenininho com o anel em volta, coisa mais linda! Quem quiser pode tirar foto individual, e eu super aconselho porque as fotos ficam sensacionais. Super dica: eles falam que pode pagar na hora ou depois na agência, acontece que fiquei sabendo que depois seria mais barato então, só tirei a foto e não paguei na hora. No dia seguinte fui na agência me informar e eu só precisei entrar na página do Facebook deles, comentar na minha foto com o meu email, e eles me mandaram a foto com alta resolução sem ter que pagar nada. Ficou liiiiindaaaaaaaa!!!!


Gêiseres el Tatio: Preço: Entrada: 10.000 pesos. Custo do passeio: 18.000. No último dia de passeio, seria o mais difícil por ter que acordar às 5 da manhã e pelo frio. Fomos ver os gêiseres, são incríveis, porque é muito legal saber que você está sobre atividade vulcânica, que aquela água tem 85° graus e tem essa temperatura por causa do magma. Mas o frio, caramba, o frio foi tenso demais! 12 graus negativos não foi fácil pra quem mora no interior de São Paulo. Hahahaha. Olhamos os gêiseres, tomamos café por lá e depois paramos em alguns pontos:  o cânion, que é lindíssimo; um lago com mais flamingos e até tinha umas vicuñas; depois fomos no vilarejo de Machuca, onde tem espetinho de lhama! Se é lhama mesmo ou não, não sabemos, mas claro que experimentamos. Prepare-se para desembolsar o equivalente a 15 reais pelo espetinho, e parece carne de boi mesmo, mas vale a pena experimentar. O vilarejo é muito pequeno e tem uma igrejinha super antiga, achei fofo. 


Termas de Puritama: Preço: Entrada: 15.000 de manhã, 9.000 à tarde. Custo do passeio: 12.000. À tarde fomos para os Termas de Puritama, todos falam que é bom deixar esse passeio para o último dia porque é relaxante. É o único passeio que não tem guia, eles deixam a gente lá e marcam horário pra ir embora. São águas vulcânicas, com oito piscinas diferentes, temperaturas diferentes, sendo a mais quente com 32 a 33 graus Celsius, uma delícia! Dica: não deixem de levar toalha, roupas secas e quentes, porque depois que a gente sai da água fica muito frio! 


Eu queria muito ter feito o trekking até um vulcão, como o Licancabur, mas era muito caro, o vulcão mais barato custava 90.000 pesos chilenos, fora que eu não teria tempo disponível. Quem sabe numa próxima vez. Existem outras opções de passeio como sandboard, inclusive com a opção de descer as dunas à noite, com DJ e bebidas; tem passeios à cavalo; o Vale do Arco Íris, etc...

             ONDE COMER:


Pra comer tem muita opção, restaurantes mais baratos e uns mais caros, mas em todos que fui a comida era deliciosa e os pratos muito bem servidos. Portanto, pra quem não come muito eu aconselho a dividir com alguém, aí sai mais barato e não tem desperdício.  Os preços nos restaurantes variam de aproximadamente 6.000 a 20.000 pesos chilenos.


Eu fui na El Charrua Pizzaria porque disseram que era a melhor pizza de San Pedro de Atacama, a pizza estava realmente uma delícia! Não é tão barato, mas vale a pena. Outro lugar que fomos umas três vezes pelo menos foi o Barros Restaurante, a especialidade da casa é a lasanha, eu comi e é sensacional. É enorme! Preço justo por lá e à tardezinha tem música ao vivo, latina, bem animado. Também fomos no Barros Café algumas vezes, lá é mais sofisticado que o restaurante, estilo diferente, pratos diferentes e tem tortas, bolos e cafés deliciosos. Fomos no Delicias del Carmem, esse não aceita cartão e é mais caro, mas vale muito a pena também, o atendimento é excelente e a comida é demais. Ahh!! Os sucos em San Pedro são demais também, são naturais e as frutas lá são deliciosas. 


Fomos também no Pica del Indio (é esse nome mesmo. hahaha), também achei super gostoso, bem servido e preço justo. Tem uma sorveteria famosa que se chama Babalu, que oferece sabores de frutas típicas da região, uma delícia! Em no nosso último dia descobrimos uma padaria, na verdade está mais para café porque é muito charmoso, que se chama La Franchuteria , é um pouco mais distante da Caracoles, que é a rua principal, mas não se acanhe porque em San Pedro tudo é muito perto. Esse lugar é muito bom, tem baguetes deliciosas, cafés e croissants dos mais variados tipos.

              INFORMAÇÕES ÚTEIS:


Do que preciso? Para ir ao Chile, brasileiros precisam apresentar apenas o documento de identidade (RG) ou passaporte. Não é necessário obter visto.


Quantos dias ficar? Eu fiquei seis dias inteiros e foi o suficiente na minha opinião.


Seguro saúde: Outro item antes da sua viagem é o seguro saúde, muito importante para o Atacama, onde os passeios incluem trekkings e outros esportes. Sempre faço com a Mondial e sempre tive sorte, não precisei acionar até hoje.


O que levar? A mala, a parte mais difícil. Difícil porque para ir para San Pedro do Atacama você precisa de roupas de calor para usar à tarde, roupas de frio para as manhãs e noites, roupa de banho para usar nas lagunas e termas.


É importante levar uma segunda pele, casaco corta vento, cachecol, gorro, luva, polainas são bem vindas, meias muitas meias. Precisei comprar mais meias porque não levei o suficiente e porque as minhas eram muito finas para o frio que fazia lá.  Dica: Se você não tem meias grossas, melhor esperar e comprar em San Pedro que é mais em conta. Legging foi o que mais usei, tente levar roupas quentes e confortáveis. Também precisei comprar luva nova e mais grossa por lá. Meninas, esqueçam maquiagem, secador (a não ser que você não consiga mesmo ficar sem).


Calçados: Bota de trekking caso tenha, tênis que seja bom para trekking caso você não tenha a bota (eu precisei comprar tênis novo, não comprei bota porque era muito cara) e chinelo. Só isso mesmo. Nem pense em rasteirinhas, sapatilhas ou salto alto.
 

Levei também óculos de sol (indispensável), chapéu (útil também). Mas acabei levando umas coisas que nem usei e que só serviram para ocupar lugar na mala. =/ como por exemplo meia calça e blusinhas a mais.


Remédios e higiene: Tem um remédio para altitude que é recomendado em alguns passeios e lugares, chama diamox (tem gente que masca folha de coca também ou balinhas de coca). Eu acho que é interessante comprar porque a gente se sente realmente meio mal no primeiro passeio com alta altitude. Levei minha bolsinha de médica com antibióticos, dramin, plasil, buscopan, meu anticoncepcional, antiséptico spray, band-aid, micropore, faixa, loperamida para emergências hahaha, dipirona, dorflex, ibuprofeno, rinosoro, lacribell. Eu sempre levo vários remédios e acabo não usando nada, mas é melhor prevenir do que remediar (hahaha, péssimo). Pomada para assadura é uma boa também e vaselina para passar nos lábios, é melhor que muito hidratante. Costumo levar as receitas médicas dos medicamentos também por via das dúvidas. Além dos produtos de higiene básicos, é importante também levar protetor solar, hidratante e protetor labial.


Moeda: Dinheiro, bom, aí eu tenho uma recomendação: leve bastante em espécie. Pegamos uma tempestade de areia lá que simplesmente deixou todos os caixas eletrônicos (eram três, hahah) fora do ar. Precisava de mais dinheiro, pois já havia gastado o que eu tinha em espécie. A sorte foi que a minha mãe ainda tinha dólares, então trocamos em uma casa de câmbio (lá tem várias).  Dica: o ideal é sair de casa em casa perguntando a cotação, porque apesar de ficar uma do lado da outra, a cotação varia muito entre elas. Recomendo também trocar real por dólar ainda no Brasil e trocar dólar por peso chileno em Santiago se possível, pois em São Pedro é mais caro.


Eu costumo levar meu cartão de crédito internacional, que eu evito ao máximo usar por causa das tarifas, dinheiro vivo – cash e o Visa Travel Money.. Eu me arrependi de não ter levado mais dólares para trocar em Santiago, a gente evita levar muito dinheiro vivo por precaução, mas quase fiquei na mão dessa vez, mesmo porque achei que fosse gastar bem menos e lá no Chile não é bem assim. É amigos, o nosso real está bem desvalorizado.


Clima: Fui no início de setembro e o clima nessa época é muito seco, por ser o deserto mais árido do mundo, de manhã faz frio, aí vai esquentando e à tardezinha começa o friozinho de novo. Tem muitas tempestades de areia e muito vento. O ideal é sempre andar com uma garrafa de água, porque o principal é se manter hidratado por lá. Eu achei que ia ter muitos problemas com isso mas foi tranquilo,  meu nariz e olho ficaram secos, mas nada demais. De qualquer forma, isso varia muito de pessoa para pessoa, então é bom levar tudo isso, sim. E o frio que faz lá não é friozinho besta não, prepare-se para pegar até -12 graus Celsius nos gêiseres.


Internet: Muitos lugares tem wifi, então sempre usávamos o wifi da onde íamos, não nos preocupamos em comprar chip, mesmo porque no aeroporto eu não vi nenhum local que vendesse. Eu li que é possível comprar chip no shopping em Santiago, mas não sei maiores informações.


Compras: Sobre o artesanato, tem muitas lojinhas, uma galeria que fica na praça perto da igreja, e San Pueblo Artesanatos, que é uma coisa mais raiz mesmo e fica mais distante. Acabamos não indo nessa, porque compramos tanta coisa antes nas outras lojinhas que não tínhamos mais dinheiro para isso. hahaha. Eu adoro olhar as lojinhas dos lugares que vou, espere encontrar muitas coisas coloridas, feitas a mão como mochilas, bolsinhas, cachecóis, gorros, luvas, meias, chaveirinhos, etc. 


Dica: lá no Atacama as coisas não são muito baratas, e dizem que no Peru e na Bolívia eles vendem os mesmos produtos, então pra quem vai fazer o Salar de Uyuni ou outro lugar nesse países, recomendo comprar lá que é bem mais barato. Outra coisa, não adianta pechinchar muito por lá, não. Eles não dão quase nada de desconto, e uma vendedora chegou a se irritar quando minha mãe pediu. Isso foi uma coisa muito curiosa, pois quando fui para a Ásia era o oposto disso, lá eles gostam de pechinche. Anyway, cada lugar com sua cultura, devemos respeitar sempre.


Enfim, eu amei San Pedro! A intenção era aproveitar tudo para não precisar voltar e assim conhecer outros e novos lugares, mas só de pensar em não voltar meu coração aperta. Espero que tenham gostado do meu relato. Apaixonem-se também e boa viagem!

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- Site oficial sobre San Pedro de Atacama

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