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FEZ: Medina, o que fazer, como ir, dicas

A maior e mais antiga Medina do mundo, e o curtume que foi cenário de novela
Publicado em:

Quando fui a Fez: Março de 2023

Quanto tempo: 1 dia

Se você já foi a alguma outra Medina de uma cidade árabe e se perdeu no labirinto de ruazinhas deste centro histórico, se prepare para ficar ainda mais perdido na Medina de Fez, a maior e mais antiga do Marrocos, da África e do mundo, ainda preservada atualmente. Mas não se preocupe. Vale a pena se perder nesta mistura de sons, cheiros, cores e sabores e não se estressar com qualquer caos à primeira vista. Fundada em 789, Fez é uma das cidades imperiais marroquinas, foi capital medieval do país, também é considerada a capital cultural e tem história islâmica riquíssima, que os turistas podem ver nas belas mesquitas, madrassas, palácios e na universidade mais velha do mundo. E para nós brasileiros, especialmente para os noveleiros, uma imagem de Fez ficou eternizada: um curtume, local de produção de couro com seus tanques redondos coloridos, que foi cenário da novela “O Clone”.

Era para eu ter visitado Fez em 2009, quando estive em Marrakech e no Deserto do Saara, mas perdi o voo para o Marrocos, atrasei a chegada e não tive tempo de ir à cidade. Com isso, acabei conhecendo Fez apenas em 2023, aproveitando uma viagem de trabalho para Tânger, quando também fui a Chefchaouen. Fiquei apenas um dia em Fez, então tive que fazer uma visita expressa. O ideal seria ficar dois ou três dias, mas consegui ver os principais pontos turísticos.

Assim como acontece nas outras grandes cidades marroquinas, a primeira impressão do turista em Fez pode ser de bagunça e contraste social, incluindo alguns vendedores insistentes e incômodos. Para aproveitar bem a experiência, é preciso relaxar, entrar no clima e entender a cultura local. Após um certo tempo, certamente a percepção muda. Minha primeira viagem a um país árabe e muçulmano foi em 2009, quando tive um grande choque cultural em Marrakech. Mas 14 anos depois, a ida ao Marrocos foi mais tranquila e compreensiva, com outro olhar. E apesar da comunicação lá ser possível em inglês, espanhol ou francês na maioria dos lugares turísticos, arrisque falar “Saalam Aleikum” (“oi, que a paz esteja contigo”) no cumprimento e “Shukran” (“obrigado”) no agradecimento para se conectar melhor com o país, com as pessoas e se sentir mais em casa.

TRANSPORTE:

O aeroporto de Fez recebe aviões de diversas cidades da Europa, inclusive de companhias low cost. Embarquei em um voo da Transavia, saindo de Paris, por 69 euros. Para ir embora da cidade, peguei um trem da ONCF até Tânger, com troca em Kenitra, tempo total de 3h30, por 172 dirhams (17 euros). O Marrocos tem um eficiente sistema ferroviário, com trens novos e rápidos em alguns trajetos. Fez também tem linhas para outras cidades turísticas do país, como Marrakech, Casablanca e Rabat. Outra opção são os ônibus da CTM Bus.

Para circular dentro de Fez, existem as opções de táxi/carro de aplicativo ou ônibus para distâncias maiores, como o aeroporto ou a estação de trem, e a escolha depende da pressa e do orçamento de cada um. Mas para ir à maioria dos lugares de interesse, o passeio é quase sempre a pé, já que dentro das muralhas da Medina histórica não passam carros.

HOSPEDAGEM:

Foi provavelmente em Fez a melhor hospedagem que já fiquei no Marrocos. Dormi no Riad Fes Iline, um riad tradicional marroquino, com bonita decoração árabe, pátio interno, conforto, tranquilidade e ótimos serviços, um nível acima dos que eu fiquei em outras cidades do país. Paguei apenas 25 euros por um quarto duplo espaçoso, com banheiro dentro e café da manhã incluso. Foi preço promocional, aproveitando que era época do Ramadã, dia de semana, eu reservei em cima da hora e o local tinha mais vagas disponíveis. O riad está bem localizado logo ao lado da Medina, perto da Praça Batha, a uma caminhada das principais atrações. Para entrar no clima de uma viagem como esta, a dica é ficar mesmo hospedado em um riad típico, ao invés de hotéis comuns. Existem diversas opções nesse estilo na cidade antiga, com os mais variados preços, níveis e tamanhos.

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O QUE FAZER:

O coração de Fez é a impressionante Medina Fès el-Bali, a parte antiga da cidade, cercada por muralhas, área onde ficam as principais atrações. Com 2,20 km2 e fundada no século IX, é a maior e mais antiga Medina do mundo preservada até os dias de hoje. Tem enorme importância histórica na civilização islâmica, assim como as de Jerusalém, Damasco, Bagdá e Túnis, por exemplo. Fez também é uma das quatro cidades imperiais do Marrocos, junto com Marrakech, Meknes e Rabat. Eu andei bastante o dia inteiro por esse grande labirinto de ruazinhas da Medina, onde não passam carros, somente circulam pedestres, bicicletas, motos, carroças e mulas de transporte. No início, me perdi um pouco neste caos, claro. Ali muitas vezes o GPS do mapa no celular não funciona bem porque as vielas são bem estreitas e próximas. Mas aos poucos fui me achando e entendendo melhor as direções. Foi uma experiência bem legal em uma cidade mais autêntica e um pouco menos turística do que Marrakech. Como eu já tinha ido para outros lugares do país com este mesmo estilo, já estava mais acostumado e pude desfrutar melhor. Tem gente que prefere contratar um guia para fazer o passeio, o que pode ser útil, especialmente para ter mais informações. Muitos oferecem o serviço. Mas é preciso ficar esperto com os aproveitadores e negociar bem o preço antes.

Não é por acaso que Fez é considerada a capital cultural do Marrocos. São muitas atrações históricas que o turista pode visitar por lá. Um bom ponto de partida para o passeio é o Portão Azul (Bab Bou Jeloud), construído em 1913 e decorado com mosaicos azuis. É a principal entrada da Medina, um bom ponto de referência. Ele fica na frente da Place Bou Jeloud, uma grande praça colada nas muralhas, onde há feiras e berberes vendendo produtos típicos. Nos arredores do portão, também há vários restaurantes e cafés. Entrando na Medina, a Talaa Kebira é a principal rua, mas apenas uma das muitas vielas por onde se estendem os Souqs, os mercados, lojinhas que vendem de tudo, de souvenirs até especiarias, perfumes, artesanato, roupas, joias, comida, etc..

Quase escondida no meio disso tudo está a Madrassa Bou Inania, uma antiga escola religiosa muçulmana, a única de Fez com um minarete, pois o local também já serviu como mesquita. A visita é rápida e vale a pena, pela beleza e riqueza dos detalhes das paredes, mosaicos, portas e janelas ao redor do pátio ao ar livre. O mesmo vale para a Madrassa Attarine, outra escola de estudos islâmicos, no mesmo estilo, inaugurada em 1325. Além da bela arquitetura, também é possível subir até o segundo andar, onde eram os quartos dos estudantes. Bem ao lado está a Universidade Al Quaraouiyine, considerada a mais antiga do mundo, fundada em 859 pela jovem tunisiana Fatima al-Fihri, e em funcionamento até hoje. No início, era uma madrassa, e depois foi ampliada para aulas de outras matérias. O local também tem a Mesquita Al Quaraouiyine anexa. Não é permitido entrar no complexo, apenas muçulmanos podem, mas do portão é possível ver o bonito pátio. Apesar da restrição, perguntei para um funcionário na entrada, tive resposta positiva (talvez por desatenção dele ou por achar que eu era muçulmano) e visitei o pátio e a parte interna da mesquita sem problemas. Outro lugar próximo onde nós não-muçulmanos podemos observar apenas olhando da porta é o Mausoléu de Idriss II, onde está o túmulo do rei (mulei) que fundou Fez e governou o Marrocos entre os anos 807 e 828. Dois outros lugares ainda dentro das muralhas da cidade antiga valem uma passada: a Praça Nejjarine, onde há uma fonte e um museu, e a Praça Seffarine, onde sentei pra tomar um chá de menta, enquanto os ferreiros faziam o trabalho deles na frente das lojas de utensílios de metal.

E, claro, umas das atrações imperdíveis na Medina são os curtumes, os locais onde o couro é produzido. Lá acontece todo o processo depois que a pele é retirada dos animais, desde a secagem, passando pelo tingimento com diferentes cores e toda a confecção até virar alguma bolsa, sapato ou casaco de couro. Um dos ingredientes usados na produção do couro é fezes de pombo e, por causa do mau cheiro, geralmente distribuem folhas de hortelã para os turistas. O maior e mais famoso é o Curtume Chouara, que funciona desde a Idade Média, no século XI, até os dias atuais. Os brasileiros que curtem novela certamente se lembram das cenas de “O Clone” que foram gravadas no local, naqueles tanques redondos coloridos. “Inshallah!” A visita ao curtume teoricamente é de graça, é só entrar na parte dos tanques e depois subir em alguma das escadas para ter uma vista panorâmica do alto, sem custo algum. Porém, basta chegar perto que sempre aparece um mala dizendo que é “guia”, pressionando para te mostrar o lugar, dar explicações e, óbvio, ganhar um dinheiro. Alguns deles dizem que é preciso pagar para entrar, mas não. É gratuito mesmo! Para evitar maiores perturbações, eu segui recomendações, dei logo uns 20 dirhams (2 euros) para me livrar de um deles e fiquei mais em paz. Também existem várias lojas de produtos de couro que cercam o curtume, com terraços que proporcionam boa vista do local embaixo e uma certa insistência para a compra. O Chouara não é o único curtume na Medina de Fez, também há outros menores no “quartier des tanneurs”, o bairro dos curtumes. O labirinto de vielas da cidade antiga ainda conta com outros portões de entrada, praças, mesquitas e museus que podem ser visitados a gosto de cada um.

Mas os atrativos de Fez não acabam aí. Fora da Medina também existem lugares que valem a visita. O primeiro lugar que eu fui foi o Palácio Real (Dar El Makhzen), que fica a uns 25 minutos de caminhada do Portão Azul. Não é permitido entrar no palácio, mas compensa ir para ver a bonita parte externa, com enormes portões de bronze e detalhes da arquitetura árabe. No caminho, passei ao lado da Praça Bab Makina, com muralhas, torres e portões, do Parque Janan Sbil, grande área verde, e do bairro judeu Mellah, que tem sinagogas e um cemitério. No fim da tarde, saindo da Medina pelo portão Bab Guissa e passando pelo cemitério de mesmo nome, subi andado a colina onde ficam as ruínas dos Túmulos Merínidas (Marinid Tombs). Lá do alto, perto também do museu Borj Nord, uma antiga fortaleza, tem uma boa vista panorâmica da Medina. Um pouco mais adiante fica a Cidade Nova (Ville Nouvelle), menos interessante turisticamente, onde estão prédios mais modernos, hotéis maiores, moradores de classe mais alta, mais infraestrutura e até McDonald’s, por exemplo, em um nítido contraste em relação à parte histórica. A partir de Fez também é possível fazer o tour e dormir no Deserto do Saara, assim como acontece saindo de Marrakech.

COMER E BEBER:

Na Medina de Fez e arredores, e também na parte nova da cidade, existem diversas opções de restaurantes para comer pratos típicos do Marrocos, como tagine e cuscuz. Eu jantei no Nagham Café, que fica logo ao lado das muralhas da Medina, do lado de fora, quase em frente ao Portão Azul (Bab Bou Jeloud). O restaurante tem um salão com mesas no andar de cima, com vista para o portão e para a Cidade Velha. Pela localização, é bem turístico. Comi um cuscuz de frango, por 70 dirhams (7 euros), que estava bem servido, OK, mas nada demais em comparação com outros que já comi.

Para quem quiser bebida alcoólica, existem restrições por causa das regras da religião islâmica. Álcool nunca é vendido dentro da Medina. Mas é possível comprar em alguns bares autorizados e hotéis, principalmente na Cidade Nova (Ville Nouvelle). Eu fui no Mezzanine, um bar bem legal a uns 15 minutos andando da Medina, com espaço aberto no topo e música ao vivo em determinados dias. Lá normalmente tem cerveja, vinho e coquetéis. Mas eu dei azar porque estava em Fez durante o Ramadã, então eles não vendiam nesta época. Mesmo assim, fui atrás e consegui achar bebida alcoólica no British Saloon, um bar meio pub, meio rock, que fica atrás do Hotel Batha, bem perto da Medina.

IMPERDÍVEL:

– Andar e se perder pela Medina Fès el-Bali é uma experiência autêntica, no meio de vielas com muita história, mesquitas, madrassas e bonita arquitetura árabe.

– Apesar da insistência de alguns “guias” querendo dinheiro, a visita ao Curtume Chouara é de graça. É só entrar direto para ver a produção de couro e os tanques coloridos.

– Para entrar ainda mais no clima do Marrocos, a dica é ficar hospedado em um riad típico do país, com decoração árabe e tranquilidade.

QUER SABER MAIS SOBRE FEZ ? ACESSE TAMBÉM:

Site de turismo sobre Fez

Tiago Lemehttps://www.boraviajaragora.com/
Jornalista, autor do Bora Viajar Agora, atualmente morando em Paris, trabalhando como freelancer. Já visitei 89 países. Os posts escritos neste blog são relatos de minhas viagens, com dicas e informações para ajudar outros viajantes.

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