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        VALE DO LOIRE 

Uma visita à região dos grandiosos castelos da realeza da época do Renascimento Francês

O que fazer no Vale do Loire, como ir, onde ficar, quanto custa, roteiro, dicas de viagem barata

Publicado em: 16/04/2020

Quando fui: Agosto de 2019

 

Quanto tempo: 2 dias

É na região do Vale do Loire que estão localizados os castelos mais famosos da França, entre os mais famosos também de toda a Europa, verdadeiros palácios da realeza, que tiveram sua época áurea durante o Renascimento Francês, entre os séculos XV e XVIII. Atualmente, este é um dos destinos turísticos mais procurados do país, e fizemos um roteiro de dois dias para conhecer as principais atrações, em uma viagem de carro saindo de Paris. São mais de 300 castelos, muitos monumentos, jardins, cidades históricas e arquitetura marcante, além da oportunidade de apreciar especialidades da gastronomia local, como queijos e vinhos. Por isso, é importante se programar e escolher bem o que visitar.


Fomos em agosto de 2019, durante o verão, com a luz do dia durando até mais tarde. Os castelos abrem o ano inteiro, mas no inverno o sol se põe bem mais cedo, alguns serviços fecham, e o frio pode atrapalhar o passeio. Em dois dias, visitamos os castelos de Chambord e Chenonceau, os jardins de Villandry, Amboise e o castelo de Clos Lucé, e as cidades de Orléans e Tours, onde dormimos uma noite. Foi o tempo mínimo, mas suficiente, para conhecer bem o básico da região do Loire, que fica a aproximadamente 200 km da capital francesa. Quem puder fazer a viagem em três dias e duas noites, claro, consegue aproveitar com mais calma. É possível também fazer apenas o bate-volta em um dia, mas fica corrido. Neste caso, a sugestão é visitar no máximo dois castelos e tentar aproveitar um pouco da paisagem, pequenas estradas, vinícolas e cidadezinhas no caminho.


Mais legal e valioso do que apenas bater ponto rapidamente nessas grandiosas residências de antigos reis e rainhas, é desfrutar também da cultura da França e do ambiente de lugares onde centenas de anos atrás viveram personagens como Joana D’Arc e Leonardo Da Vinci, por exemplo. Um passeio no Vale do Loire é uma verdadeira aula prática de história, uma ótima (e mais interessante) oportunidade para viver aquilo que foi aprendido (ou não) nos livros da escola.

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O Castelo de Chambord é o maior e mais imponente da região do Vale do Loire, na França

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A arquitetura do Castelo de Chambord, no Vale do Loire, simboliza o Renascimento Francês

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Entrada principal do Castelo de Chambord, um dos lugares imperdíveis em uma viagem ao Vale do Loire

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Jardim no estilo francês de Chambord, visto a partir do terraço do castelo

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Escada em dupla hélice do Castelo de Chambord, que dizem ter sido projetada por Leonardo da Vinci

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Interior do Castelo de Chambord, no Vale do Loire, tem mais de 400 cômodos

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A Masion des Vins, em Chambord, é um espaço para a venda e degustação de vinhos do Loire

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O Castelo de Chenonceau, construído sobre o Rio Cher, é considerado o mais romântico do Vale do Loire

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Chenonceau é conhecido também como o Castelo das Sete Damas, no Vale do Loire, da França

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Fachada da entrada principal do Castelo de Chenonceau, um dos lugares imperdíveis do Loire

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Jardins de Diana de Poitiers, amante do rei Henrique II, com o Castelo de Chenonceau ao fundo

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Galeria do Castelo de Chenonceau, na parte interna da passarela construída sobre o Rio Cher

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Quarto da rainha Catarina de Médicis, mulher rei Henrique II, no Castelo de Chenonceau, no Vale do Loire

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No Castelo de Chenonceau, está a Cave des Dômes, para a venda e degustação de vinhos do Loire

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A degustação de três pequenas taças na Cave des Dômes, em Chenonceau, custa 4 euros

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Os jardins do Castelo de Villandry estão entre os mais bonitos do Vale do Loire, na França

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Em Villandry, o belo jardim renascentista é mais interessante do que o próprio castelo

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A dica é aproveitar um dia de sol para visitar os jardins do Castelo de Villandry, no Vale do Loire

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O Castelo de Chenonceau, no Vale do Loire, foi construído inicialmente como uma fortaleza no século XI

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O castelo de Clos Lucé, em Amboise, foi onde Leonardo da Vinci passou os três últimos anos de sua vida

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Quarto onde Leonardo da Vinci morou e morreu em 1519, no Castelo de Clos Lucé, em Amboise, no Loire

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A Catedral de Saint Gatien é uma das principais atrações da cidade de Tours, no Vale do Loire

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Em Tours, na França, a Praça Plumereau conta com restaurantes, bares e movimento noturno

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Catedral Sainte-Croix, em Orléans, que foi uma das cidades mais ricas da França na Idade Média

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Casa da Joana D’Arc, em Orléans; heroína liderou a vitória da França contra os ingleses em 1429

               TRANSPORTE:

 

Para conhecer o Vale do Loire com mais liberdade, sem ficar preso a horários e explorando melhor as cidades e pequenas estradas, a melhor maneira é ir de carro. Nós alugamos um carro na Europcar, pelo site Rentalcars, por 70 euros para dois dias, com seguro incluso. Também é preciso somar aos gastos cerca de 40 euros de combustível, 40 euros de pedágio, além de estacionamentos, isso em uma viagem de ida e volta saindo de Paris, rodando pelos principais castelos em dois dias. A distância da capital francesa até a região do Loire é de cerca de 200 km, dependendo para qual cidade/castelo exatamente, o que dá entre duas horas e duas horas e meia de viagem. Mais especificamente, de Paris até Tours são 240 km, e de Paris até Blois são 180 km.


Para quem preferir, existe a possibilidade de ir até o Loire de trem, há estações em cidades como Amboise, Chenonceaux, Blois e Tours. Confira aqui no site da SNCF os horários e preços de trens na França. Depois, pode ser preciso pegar ônibus ou táxi para chegar até os castelos. Também existem agências de turismo que organizam passeios fechados, úteis para quem tem pouco tempo disponível.

               HOSPEDAGEM:

 

Entre as boas opções de cidades para se hospedar no Vale do Loire, decidimos ficar em Tours. Dormimos uma noite no hotel Ibis Budget Tours Centre Gare et Congrès, por 54 euros a diária de um quarto duplo. Hotel básico, padrão Ibis, um dos mais baratos da região, perto da estação de trem e a 1,5 km do centro histórico. Escolhemos ficar em Tours pois, além da localização bem central na rota para os castelos, a cidade tem certa vida noturna, com restaurantes e bares.
 

As outras cidades mais procuradas para passar a noite por quem vai ao Loire são Blois e Amboise, ambas também bem localizadas e com construções históricas, mas menores e mais tranquilas. Uma boa ideia para entrar no clima é se hospedar em um castelo na região. Apesar do custo mais elevado, alguns não têm preço tão absurdo assim

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              CASTELOS:

 

O Vale do Loire se estende por 280 km, ao longo do rio Loire, entre as cidades de Sully-sur-Loire e Chalonnes-sur-Loire. Nesta área, existem mais de 300 châteaux (“castelos”, em francês, mas que também pode ser traduzido como “palácios”), alguns começaram a ser construídos como fortalezas a partir do século X, mas tiveram o seu período áureo por volta de 1450, com o fim da Guerra dos 100 Anos. Nesta época, Tours era a capital da França, e a realeza e aristocracia moravam na região. Mesmo depois que o centro do poder do país foi deslocado novamente para Paris, a burguesia continuou a construir e reformar os castelos para serem residências de verão.
 

Nosso roteiro no Vale do Loire foi o seguinte. No primeiro dia, saímos pela manhã de Paris, demos uma volta na cidade de Orléans, visitamos à tarde o castelo de Chambord (onde almoçamos), fomos para Tours (onde jantamos e dormimos no hotel). No segundo dia, demos uma volta cedo na cidade de Tours, partimos para os jardins de Villandry, visitamos o castelo de Chenonceau, conhecemos a cidade de Amboise (onde almoçamos tarde), entramos no castelo de Clos Lucé, mas não no de Amboise, e voltamos à noite para Paris. Vale sempre checar antes nos sites oficiais os preços e horários de abertura dos castelos e serviços, que podem variar entre a alta e baixa temporada.


Chambord: Maior e mais imponente castelo do Loire, foi construído a partir de 1519 para servir de pavilhão de caça do rei François I, com arquitetura que simboliza o Renascimento Francês. Em seu interior, há mais de 400 cômodos, dos quais cerca de 60 são abertos ao público. Destaque para a escada em dupla hélice, duas escadarias em espiral no centro do prédio que não se conectam em nenhum dos andares, e dizem ter sido projetada por Leonardo da Vinci. Na parte externa, além dos jardins e um enorme parque, há uma área com espetáculo de cavalos. O ingresso para o Castelo de Chambord custa 14,50 euros (tarifa inteira). O complexo ainda conta com restaurantes, cafés e um espaço para a venda e degustação de vinhos da região, a Maison des Vins. Paga-se 4 euros para degustar três “shots” de vinho (a medida é bem menor do que uma taça), entre dezenas de tipos disponíveis.


Chenonceau: Considerado o castelo mais romântico do Vale do Loire, é conhecido também como o Castelo das Sete Damas, por causa das sete mulheres poderosas que viveram por lá. Entre elas, Catarina de Médicis e Diana de Poitiers, respectivamente rainha e amante do rei Henrique II. O grande diferencial de Chenonceau é ter sido construído como uma passarela em cima do Rio Cher. A foto que é cartão-postal do local, com o reflexo no castelo na água, pode ser tirada saindo pelos fundos e caminhando um pouco pela margem do rio. O ingresso custa 15 euros. O Castelo de Chenonceau também tem bonitos jardins, área de alimentação e uma cave de vinhos, a Cave des Dômes. A degustação de três pequenas taças também sai por 4 euros.


VillandryO castelo em si não é grande coisa, o grande destaque mesmo é o belo jardim renascentista, que só foi feito do jeito que é hoje a partir de 1906. São vários espaços com plantas, flores coloridas e desenhos simétricos. Assim como muita gente faz, nem chegamos a entrar na parte interna do edifício, visitamos apenas a área externa. A dica é visitar em um dia de sol e evitar os meses de inverno. O bilhete só para os jardins de Villandry custa 7,50 euros, enquanto o ticket do castelo mais os jardins sai por 12 euros. Na entrada há um pequeno restaurante/café.


Amboise: Construído inicialmente como uma fortaleza no século XI, o Castelo de Amboise passou por um período de várias disputas e só foi pertencer à família real francesa somente em 1431. O complexo tem um terraço com jardim de influências italianas, e a Capela Saint-Hubert, onde está o túmulo de Leonardo da Vinci. Nós vimos apenas a parte de fora do castelo, não chegamos a entrar, mas o ingresso custa 13 euros. Bem na frente e nas ruazinhas do centro histórico medieval há boas opções de restaurantes e comércio em geral.
 

Também na cidade de Amboise, a apenas 600 metros de caminhada do castelo, está localizado o pequeno castelo de Clos Lucé, onde Leonardo da Vinci passou os três últimos anos de sua vida, a convite do rei François I, e morreu em 1519. Embora de tamanho reduzido, o palacete conta com atrativos interessante, como o quarto de Da Vinci, além de animações 3D, obras e invenções dele. Entramos neste e valeu a pena. O bilhete custa 17 euros e dá acesso também ao parque com jardins.


Outros castelos: Entre os centenas de castelos do Vale do Loire que não visitamos, os principais são o de Blois, que foi residência de sete reis e dez rainhas da França, o de Cheverny, até hoje o maior castelo privado ainda habitado da região, além de Azay-le-Rideau, Ussé, Angers, Rivau e Beauregard.

              CIDADES:

As principais cidades do Vale do Loire, por ordem de tamanhos, são: Tours, Angers, Orléans, Blois, Amboise e Chinon. Nós ficamos hospedados em Tours, a maior delas e que foi capital da França de 1430 a 1530, onde visitamos algumas atrações. Entramos na Catedral de Saint Gatien, passamos pelo Castelo de Tour, pelo Hôtel de Ville (Prefeitura) e caminhamos pelas ruas do centro histórico, chamado de Vieux-Tour, onde há construções medievais. Nesta área, estão vários restaurantes, bares e até discotecas, principalmente ao redor da Praça Plumereau. Jantamos no La Manufacture, e depois tomamos umas cervejas em um bar próximo, na Rue du Commerce.


Também conhecemos rapidamente Orléans, uma das cidades mais ricas da França durante a Idade Média, com nome ligado diretamente à heroína Joana D’Arc, que em 1429 liderou a vitória em uma batalha que expulsou os ingleses de lá. Entre os pontos turísticos, entramos na Catedral Sainte-Croix, passamos pela Casa de Joana D’Arc, Praça do Martroi e ruas históricas do centro. A outra cidade que visitamos foi Amboise, os estão os castelos de Amboise e Clos Lucé. Angers, que fica mais à frente, um pouco fora de mão, Chinon e principalmente Blois também possuem muita história e lugares de interesse.

               IMPERDÍVEL:

 

- Sem pressa! A dica é visitar no máximo dois castelos por dia e tentar aproveitar a paisagem, gastronomia e cidadezinhas no caminho.


- Se tiver pouco tempo, a sugestão é conhecer os castelos de Chambord, o maior do Vale do Loire, e o de Chenonceau, construído sobre o rio.


- As degustações de vinho dos castelos de Chambord e Chenonceau têm bons preços. Custa apenas 4 euros por três pequenas taças, vale provar.

QUER SABER MAIS SOBRE O VALE DO LOIRE ? ACESSE TAMBÉM:

 

- Site oficial da região do Vale do Loire

 

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