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MARSELHA: como ir às calanques, o que fazer, onde ficar

As belas calanques, praia, sol, imigrantes e uma França bem diferente da capital
Publicado em:

Quando fui a Marselha: Julho de 2020

Quanto tempo: 7 dias

A mais antiga e segunda maior cidade da França tem o mar azul e os paredões rochosos das calanques como seu grande destaque. Mas não é apenas as belezas naturais que diferenciam Marselha de Paris. Além de praia e sol, este destino espetacular no sul do país banhado pelo Mar Mediterrâneo tem um ambiente mais descontraído que a bela e imponente capital, uma população formada por uma mistura de franceses com árabes do norte da África. Durante o verão europeu, é uma excelente base para explorar a região de Provence-Alpes-Côte d’Azur.

Nos sete dias que ficamos hospedados em Marselha (ou Marseille, em francês), também conhecemos a vizinha charmosa Cassis, o imperdível Gorges du Verdon e o Lago de Sainte-Croix, os campos de lavanda em Valensole e passamos por Aix-en-Provence. Fizemos uma viagem com amigos em julho de 2020 e, sem pressa e com muito calor, pudemos conhecer um pouco do que os marselheses tanto se orgulham.

E não é à toa que existe uma grande rivalidade entre Marselha e Paris. Guardadas as devidas proporções, é quase que uma disputa entre Rio de Janeiro e São Paulo, Barcelona e Madri. São cidades incríveis que oferecem atrativos e atmosfera distintos, vai do gosto e do estilo de cada um, cada uma tem seus pontos positivos e negativos. O que podemos garantir é: pra quem gosta de praia, está aí um local mais do que recomendado para as férias em uma parte mais barata da glamourosa Costa Azul francesa em relação a lugares como Nice, Cannes, Saint-Tropez e Mônaco. É um destino que nunca esteve exatamente nos meus planos como prioridade, mas essa viagem me surpreendeu positivamente e tirou uma imagem preconceituosa sobre a fama de “cidade perigosa”, que é o que muitos dizem. Bora pra Marselha que vale!

Reservas

TRANSPORTE:

Saindo de Paris, da estação Gare de Lyon, fomos de trem até Marselha, um trajeto de pouco mais de 3 horas, pelo preço promocional de 35 euros cada bilhete. Na volta, da mesma forma, pagamos 29 euros. Esses são valores mais baixos do que a média, pegamos uma promoção uma semana antes da viagem (na época do Covid, logo que o Governo da França autorizou viajar novamente após as restrições) no site da SNCF, a empresa ferroviária da França, mesmo na alta temporada. Existem diversos horários de trens diários que ligam as duas cidades. Chegando em Marselha, desembarcamos na estação Marseille Saint Charles, que é bem central, relativamente perto do Vieux-Port. Também é possível viajar até lá de avião ou ônibus, saindo de diversas cidades da França e outros países da Europa.

Para circular em áreas mais afastadas do centro de Marselha, lugares que ficam longe para ir a pé, existem linhas de metrô e de ônibus. Para ir a Cassis, a 30 km de distância, uma boa opção é o ônibus M8, que parte ao lado da estação Castellane e demora uns 35 minutos até o centrinho da cidade vizinha, por 2,10 euros. Vale ficar atento nos horários de volta, pois o último retorna cerca de 18h. Para quem quiser voltar mais tarde, que foi o nosso caso, tem trem até umas 22h30 (22 minutos e 6,30 euros), mas atenção pois a estação de Cassis fica a 3 km do porto, em um trecho de subida, e tivemos dificuldades para chegar a tempo de pegar o trem. A caminhada seria longa, já não passava mais ônibus naquela hora, não conseguimos táxi e precisamos pedir carona na rua.

Alugar carro também é uma alternativa válida pela comodidade. Dependendo do preço, do número de pessoas e dos lugares a serem explorados, vale a pena financeiramente. Alugamos na hora por dois dias, em um deles para ir até o Gorges du Verdon e os campos de lavanda, e no outro para ir a primeira vez para Cassis, pelo aplicativo Getaround (onde os donos colocam seus próprios carros para alugar), por 90 euros a diária de uma van que cabia até oito pessoas (estávamos em seis amigos). Também é possível buscar locadoras pelo site da Rentalcars.

HOSPEDAGEM:

Dividimos nossa hospedagem em Marselha em dois lugares, ambos bem centrais e relativamente próximos um do outro. Primeiro, quando estávamos com amigos, pegamos um apartamento pelo Airbnb, um quarto e sala com mezanino por 83 euros a diária, valor dividido em quatro pessoas. Local simples, mas bem localizado no 2º arrondissement, no bairro de La Panier, entre a Catedral e o Vieux-Port. Depois, ficamos os últimos dias no Hostel Vertigo, ainda melhor localizado, no 1º arrondissement, do lado mais movimentado do Porto Velho. Pagamos 22 euros a diária de cada cama em um dormitório compartilhado, em um hostel grande, muito bem estruturado, com bar e área social.

Em termos de localização, pela facilidade de deslocamento, presença de bares e restaurantes, partidas de passeios de barco, definitivamente a melhor área para se hospedar em Marselha é ao redor do Vieux-Port. A pequena cidade vizinha de Cassis é uma alternativa mais tranquila para quem quiser passar as noites, mas normalmente com preços mais caros de hotéis.

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CALANQUES:

O grande motivo da nossa viagem foi conhecer o Parque Nacional das Calanques, que se estende por 20 km na costa entre as cidades de Marselha e Cassis, com suas belas praias de água cristalina, mar azul, falésias e enormes paredões de rocha calcária, formando um cenário único na Europa. Mas o que são as calanques? Uma calanque é justamente este acidente geográfico típico do Mar Mediterrâneo, com uma pequena praia, uma baía de águas calmas, cercada por montanhas de pedra. Apesar de a natureza ter sempre estado presente por lá, o parque só foi inaugurado em 2012, com regras de preservação e até um controle contra incêndios. Em dias de muito vento na época seca do verão, por exemplo, o acesso pode ser fechado para o público por causa da possibilidade de queimadas, por isso vale sempre consultar o site oficial das calanques antes de ir.

Existem diversas calanques nesta área, algumas mais acessíveis, outras menos, então é preciso escolher o que visitar de acordo com o tempo disponível. A mais bonita e mais famosa delas, geralmente a escolhida para as fotos que simbolizam a região, é a Calanque d’En-Vau, que fica perto de Cassis. Fomos dois dias nela, primeiro fazendo trilha e depois de caiaque, e em ambas as vezes o trajeto exigiu um esforço físico considerável, mas recomendamos as duas experiências. Também é possível ir em passeios de barco, opção bem mais tranquila, mas neste caso não é permitido descer para aproveitar a praia. A desgastante trilha que fizemos começa em Cassis, mais precisamente ao lado do estacionamento de Presqu’Île, onde deixamos o carro antes da longa caminhada que também passa pela Calanque de Port Miou e Calanque de Port Pin. Port Miou fica logo no início e, na verdade, é mais uma marina cheia de barcos atracados do que uma praia mesmo. Por isso, só passamos rapidamente por ela. Depois de uns 30 minutos andando, chegamos em Port Pin, onde aproveitamos um tempo para descansar e entrar na água. A partir dali, são duas opções de trilha para a Calanque d’En-Vau, sendo que escolhemos a panorâmica, mais longa, mas com um visual espetacular e mirantes para apreciar do alto aquele mar azul lá embaixo. Demoramos mais quase duas horas até o destino final, incluindo várias paradas para fotos. A última parte da trilha é uma descida tensa pelas pedras, bem íngreme, tendo que muitas vezes apoiar as mãos para ajudar. Mas depois do esforço, vem a recompensa, e a Calanque d’En-Vau é de fato belíssima, um dos lugares mais paradisíacos que já visitei, apesar da temperatura da água ser extremamente gelada mesmo no verão. E como em outros lugares da França e da Europa, nada de areia por lá, a praia é de pedrinhas.

A verdade é que a trilha foi bem mais difícil do que esperávamos, não só pela distância, mas principalmente pelas diversas subidas e descidas durante o percurso. É importantíssimo levar bastante água, recomendam 1,5 litro por pessoa (e não só garrafas de vinho como fizemos), além de coisas para comer, já que lá não há absolutamente nada para vender. A última barraca para comprar bebidas e snacks fica em Port-Miou. A trilha é bem sinalizada com marcas pintadas no chão e placas em alguns pontos, mas tem muitas pedras soltas no caminho, então é fundamental ir de tênis ao invés de chinelo. Na volta, pegamos a trilha mais curta, o que ajudou bem, mas também não é tão fácil assim. Existe também uma outra trilha que sai do estacionamento de Col de la Gardiole, mais longe do centro de Cassis, que dizem ser um pouco mais tranquila e vai direto para d’En-Vau, sem passar nas outras duas calanques. Mas em qualquer uma dessas caminhadas, o trecho final mais difícil é inevitável.

Dois dias depois, decidimos ir novamente para a Calanque d’En-Vau, mas desta vez remando. Alugamos um caiaque duplo na praia central de Cassis, a Plage de la Grande Mer, por 50 euros por quatro horas, pela empresa CSLN. Demoramos uma hora no mar para ir e um pouco mais que isso pra voltar, já cansados de remar e com corrente contra em algumas partes. Não é nada tão simples também, mas com o mínimo de condicionamento físico é possível ir e apreciar o local de uma maneira diferente. Ficamos cerca de duas horas na Calanque d’En Vau, sem parar em Port Pin e Port-Miou neste dia. Vale citar que nos meses de verão, e principalmente nos finais de semana de julho e agosto, a chance dessas calanques ficarem lotadas é grande.

Em outro dia conhecemos a Calanque de Sormiou, essa mais próxima de Marselha. Para chegar lá, saindo do estacionamento (tem um ponto de ônibus perto), foram uns 35 minutos de trilha até a praia. Na volta, com mais subidas, demorou um pouco mais. É uma calanque mais urbana, mas também muito bonita. Tem até um restaurante por lá, e o acesso de carro até lá embaixo é permitido pra quem tiver reserva. Outras calanques bastante procuradas são as de Morgiou e Sugiton, com trilhas que começam no mesmo estacionamento que vai para Sormiou (parking Calanque de Morgiou).

Existem diversos passeios de barco para as calanques, saindo dos portos de Marselha e de Cassis. Alguns incluem todas as principais calanques, outros apenas as mais próximas, uns fazem paradas para nadar no mar, outros são mais curtos, mas nenhum permite descer nas praias. Por isso, vale se informar bem antes de fazer a escolha. Os preços variam em média entre 15 e 30 euros por pessoa, e várias empresas disponíveis, como a CIES Maritimes. Também há a possibilidade de barcos privativos, mas, claro, os valores são bem mais altos.

O QUE MAIS FAZER:

Para quem quiser aproveitar mais sol, mar e bonitas paisagens, as Ilhas do Frioul (Îles du Frioul) são uma ótima ideia de passeio. Este pequeno arquipélago formado pelas ilhas interligadas de Pomègues e Ratonneau fica bem em frente a Marselha e também faz parte do Parque Nacional das Calanques. Ele conta com várias pequenas calanques de água azul turquesa (onde é possível nadar, mas na maioria não há espaço de praia, é preciso ficar em cima das rochas, com destaque para a bela Calanque de l’Îles Pomègues) e a praia de Saint-Èsteve (esta, sim, com cara de praia para colocar guarda-sol e deitar na areia misturada com pedrinhas). Dá pra passar o dia caminhando e buscando o local que mais agrade nas ilhas, onde também há restaurantes e lojinhas perto do porto. Para chegar lá, pegamos um barco saindo do Vieux-Port e fizemos o trajeto em 30 minutos, pagando 11,10 euros no ticket de ida e volta, que pode ser comprado antes no site do Le Bateau Frioul para evitar filas. Existem vários horários desde cedo e retorno até a noite. Também há a opção do bilhete de 16,70 euros, que inclui uma parada para descer na ilha onde fica o Castelo de If (Château d’If), conhecido por ter sido a inspiração da prisão no livro “O Conde de Monte Cristo”. Para entrar no castelo, paga-se à parte mais 5 euros.

Marselha conta também com algumas praias urbanas, com menos beleza do que as calanques, mas onde é perfeitamente possível aproveitar o verão. Destaque para a Plage du Prado, a maior delas e com boa estrutura de bares e restaurantes, mas também vale citar as praias dos Catalans, Prophètes, Pointe-Rouge e Corbières. Percorrendo a Corniche, calçadão que vai beirando a costa, é possível encontrar vários pontos para entrar no mar com bonito visual, como a Anse de la Fausse Monnaie, embaixo de uma ponte. Neste caminho também está o pequeno e pitoresco porto do Vallon des Auffes, com barcos de pescadores e bares ao redor (leia mais abaixo no tópico Comer e Beber). Mais afastado do centro, já perto das calanques, há o Port des Goudes e o Cap Croisette.

Apesar da nossa prioridade ter sido as praias, também tivemos tempo para visitar algumas outras atrações de Marselha. O sempre movimentado Vieux-Port (Porto Velho) por si só já é um dos principais atrativos da cidade, e há muito para se ver próximo do porto, como a Catedral de La Major e as ruas estreitas do bairro de La Panier, o centro velho. Por ali também estão o antigo Forte Saint-Jean e o moderno MuCEM (Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo). Um dos símbolos marselheses e visível a partir de quase qualquer lugar da cidade é a Basílica de Notre Dame de la Garde, localizada no bem no alto de uma colina, mas facilmente acessível de ônibus. Dependendo do gosto específico de cada um, Marselha ainda oferece muita coisa para os turistas, como, por exemplo, o Palácio Longchamp, o Palácio do Pharo, a rua comercial La Canebière, o Parque Borély, o Museu do Sabão (o sabão é um produto típico da cidade e vendido em diversas lojas e barracas de rua), além de outros museus e atrativos.

Durante a semana que ficamos lá, também aproveitamos para conhecer a vizinha charmosa Cassis, que além de ser o ponto de partida para as principais calanques, tem praias e um centrinho bem interessante com vários restaurantes ao redor do porto e um perfil um pouco mais refinado. Fizemos um bate-volta duas vezes pra lá, um dia de carro e no outro indo de ônibus e voltando de trem, e foi bem tranquilo. Também fomos um dia de carro para o espetacular Gorges du Verdon, passando pelos campos de lavanda de Valensole e por Aix-en-Provence.

COMER E BEBER:

Bouillabaisse é o nome do prato típico da região de Marselha, uma sopa com pelo menos quatro tipos de peixes, que pode ter legumes, batatas e ser acompanhada de pão. Comer esta especialidade é uma verdadeira experiência e na maioria dos lugares os preços são elevados, mas encontramos um local bem no Vieux-Port com custo mais baixo e boa qualidade. Sem luxo, mas também longe de ser aqueles “pega-turista”. Fomos no restaurante La Marinière, onde fomos muito bem atendidos e pagamos 27 euros por pessoa na bouillabaisse com peixes e mariscos (também tinha a opção com camarões). Esta área do Porto Velho conta com diversos restaurantes, tendo os frutos do mar como destaque, e até um mercado de peixes pelas manhãs.

É por lá também que estão muitos bares animados para curtir a vida noturna. Fomos no ótimo Les Berthom, que fica na praça do Cours Honoré-d’Estienne-d’Orves e tem uma grande variedade de cervejas artesanais. Para algo mais animado, com música, o pub The Shamrock pode ser uma boa pedida. Para quem quiser provar, a tradicional bebida marselhesa é o pastis, um licor à base de anis, de gosto duvidoso. A poucos quilômetros dali fica o simpático Vallon des Auffes, um pequeno porto cheio de barquinhos, com bares em volta, que costuma encher no fim da tarde para o pôr do sol até o início da noite. Para pegar mesa, geralmente é preciso chegar cedo ou fazer reserva. Comemos e bebemos no Chez Fonfon, que serve boas porções. Logo ao lado, na Corniche, muitos restaurantes têm vista para o mar. Apesar de eu não ter achado Marselha perigoso como dizem, à noite é sempre bom ter atenção em determinados lugares.

Em Cassis, jantamos duas vezes muito bem, seguindo indicações. Um dia, no L’Escalier, onde pegamos um menu de 24,50 euros, que inclui entrada, prato principal e sobremesa. Em outra noite comemos no Le Grand Bleu, um prato individual de polvo com arroz, por 19,50 euros. Os preços são um pouco mais altos nesta cidade, mas a qualidade também foi excelente. Quer economizar e fazer um lanche mais rápido? O Le Repaire tem sanduíches e saladas a menos de 10 euros.

IMPERDÍVEL:

– Se tiver que escolher um lugar para ir, a Calanque d’En Vau é a mais bonita delas. Apesar do esforço na trilha ou de caiaque, vale a pena.

– Não se limite apenas à cidade de Marselha. A região tem muita coisa legal, como Cassis, o espetacular Gorges du Verdon, Aix-en-Provence.

– Apesar da fama de “cidade violenta”, não senti isso e me senti seguro. Mas, claro, vale sempre ter atenção, principalmente à noite.

QUER SABER MAIS SOBRE MARSELHA ? ACESSE TAMBÉM:

Site oficial de Marselha

Tiago Leme
Tiago Lemehttps://www.boraviajaragora.com/
Jornalista, autor do Bora Viajar Agora, atualmente morando em Paris, trabalhando como freelancer. Já visitei 77 países. Os posts escritos neste blog são relatos de minhas viagens, com dicas e informações para ajudar outros viajantes.

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