ANDORRA

Esquiando pela primeira vez na vida, em uma das estações de esqui mais baratas da Europa

Publicado em : 05/04/2018

Quando fui: Fevereiro de 2018

 

Quanto tempo: 2 dias

Demorou, mas aos 35 anos fui esquiar pela primeira vez na vida, em uma viagem curta, mas suficiente para iniciar a prática de esportes de inverno em uma das estações de esqui mais baratas da Europa. Andorra foi o país escolhido, justamente pelo baixo custo em relação a outros lugares do continente, e também pela localização, entre a França e a Espanha, na cadeia montanhosa dos Pirineus, levando em consideração que estou morando em Paris.
 

Foram dois dias e meio neste pequeno Principado que muita gente desconhece, tempo que deu para aproveitar a estação de esqui de Grandvalira, se deslocando de teleférico entre uma montanha e outra, aprendendo as técnicas básicas para esquiar e, claro, levando também uns tombos na neve. Tempo em que também foi possível curtir a animação dos bares no après-ski e conhecer vilarejos como El Tarter e Encamp e a capital Andorra la Vella.

Apesar de contar com atividades mesmo no verão e com algumas atrações nas pequenas cidades, para usufruir bem o que Andorra tem de melhor para oferecer, a indicação é viajar nos meses de inverno, alta temporada por lá, do início de dezembro ao início de abril, quando as montanhas estão com bastante neve. Por ficar mais ao Sul e em altitude não tão elevada assim, não há neve constante durante o ano todo, como acontece nos Alpes, por exemplo.

Para quem for a Barcelona, uma dica é esticar a viagem e conhecer mais um país que fica logo ao lado, mas evite fazer um bate-volta no mesmo dia, fica muito corrido. Durma pelo menos uma noite por lá. E, claro, para aqueles que querem aprender a esquiar, quanto mais tempo melhor. O acesso é fácil a partir da Espanha e a comunicação também. A língua oficial é o catalão, mas falando espanhol e mesmo português qualquer um se vira perfeitamente em Andorra, já que 15% da população é formada por portugueses. E como já citamos, os preços para esquiar, alugar equipamento, hospedagem e alimentação são menores se comparados a outros paraísos de inverno da Europa, como Suíça, França, Áustria, Itália… Seja você um esquiador experiente ou de primeira viagem, Andorra tem lá suas vantagens!

               TRANSPORTE:

Chegamos a Andorra la Vella de ônibus da Andbus, vindo de Toulouse, sul da França, em uma viagem de 3h30, por 36 euros. Não existe aeroporto em Andorra, os mais próximos ficam justamente em Toulouse ou em Barcelona, na Espanha, este último por onde costumam chegar a maior parte dos turistas. De Barcelona para Andorra, também são 3h30 na estrada, com ônibus da mesma empresa ou da DirectBus. Também não há estação de trem no pequeno país, as mais próximas são em Lleida, na Espanha, ou L’Hospitalet, na França. Para ir embora, como íamos para Madri, pegamos um ônibus noturno da Alsa, viagem de 12 horas com troca de veículo em Barcelona, por 58 euros.

Para circular em Andorra, muita gente prefere alugar carro, e de fato é uma opção mais cômoda para ir até os teleféricos nos pés das montanhas, transportar o equipamento de esqui e, principalmente, para quem pretende sair à noite em outros vilarejos. No entanto, pela economia, optamos por usar ônibus no tempo que estivemos lá, e o transporte público funcionou muito bem, com boa frequência de horários. Para ir de Andorra la Vella ou Escaldes-Engordany, cidades que ficam na parte de baixo, até pontos mais altos como Encamp ou El Tarter, pagamos 1,85 e 3,35 euros, respectivamente, em trajetos que duravam entre 15 minutos e meia hora, com pouco tempo de espera nos pontos. Já à noite, quando os ônibus não circulam, um táxi de Escaldes até Soldeu custou 30 euros cada trecho, mas fique atento que pode ser difícil conseguir um taxista para fazer o caminho de volta da montanha até o centro durante a madrugada.

               HOSPEDAGEM:


Ficamos hospedados no Hotel Tudel, em Escaldes-Engordany, por 51 euros a diária de um bom quarto duplo. Um hotel 3 estrelas, sem nada de luxo, mas confortável, com opção de café da manhã por 6 euros e bem localizado. Ficar em Escaldes ou Andorra la Vella, áreas mais urbanas, é uma alternativa mais barata do que se hospedar nos vilarejos mais charmosos montanha acima, onde há mais neve e você está mais perto das entradas das estações de esqui. Além do preço, outra vantagem de ficar na parte de baixo é a maior ofertas de restaurantes, comércio e serviços em geral. Mas se você pode gastar mais dinheiro, prefere ficar em um lugar mais isolado ou estiver de carro para rodar por Andorra, vale pesquisar hospedagem em El Tarter, Soldeu ou Pas de la Casa, por exemplo.

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              ESQUIANDO PELA 1ª VEZ:

 

Grandvalira: Existem duas grandes estações de esqui em Andorra: Grandvalira e Vallnord. Nós fomos na primeira, que é a maior dos Pirineus, com um total de 210km de pistas, 128 pistas de níveis diferentes, espalhadas em seis setores: Encamp, Canillo, El Tarter, Soldeu, Grau Roig e Pas de la Casa. Pagamos 90 euros por pessoa pelo forfait de dois dias, ticket que dá direito a subir em todas as montanhas, esquiar ou fazer snowboard e usar todos os teleféricos neste período. Existem outras tarifas para quem ficar mais dias, apenas para a parte da manhã ou com desconto para iniciantes (acesso limitado a algumas pistas menores), por exemplo. (Clique aqui e veja todas as tarifas de Grandvalira). Compramos o forfait na bilheteria na hora mesmo, pagando apenas 2 euros a mais do que se tivesse comprado antecipadamente pela internet.
 

Aluguel de equipamento: Como eu citei acima, chegamos para esquiar pela primeira vez na vida, e como tínhamos pouco tempo, sabíamos que não seria uma missão fácil. No primeiro dia, pegamos o ônibus perto do hotel em Escaldes e descemos em Encamp, primeiro ponto de acesso a Grandvalira, onde fica o longo teleférico chamado de Funicamp. Antes de subir, alugamos o equipamento (esquis, bastões, botas e capacete) em uma loja ali em baixo bem ao lado, a Shusski, por 30 euros por pessoa pelos dois dias, ótimo preço. Aí vai um ponto importante: a vantagem de alugar tudo embaixo, e depois levar para o hotel, é que no dia seguinte pudemos pegar o teleférico para subir em outro setor diferente das montanhas. A desvantagem foi ter que carregar todo o equipamento no ônibus, da montanha até o hotel. Para quem preferir, é possível fazer o aluguel já na parte de cima, deixando tudo lá no fim e voltando ao mesmo setor no dia seguinte. Assim como já haviam me alertado antes, não vi no país nenhuma loja que alugava roupa (casaco e calça), e sim apenas que vendia. Pode até ser que exista alguma, mas em Andorra isso não é comum como em outros lugares. Por isso, quem não é um esquiador frequente e não tem roupa apropriada, vale pedir emprestado a um amigo ou comprar antes de viajar em lojas mais baratas, como a Decathlon. Pegamos um mínimo de 18 graus negativos lá no alto, então é preciso se vestir apropriadamente, com casaco, calça e luvas impermeáveis, roupa térmica (segunda pele), meia boa, óculos de sol e usar protetor solar. Para quem sente muito frio, vale levar camadas extras de blusa e pescoceira.


Aula de ski: Já com o equipamento, pegamos o teleférico em Encamp e chegamos no pico de Cortals, a 2.500 metros de altitude. Chegando lá no alto, para não gastar dinheiro com aula, inicialmente pensamos em tentar aprender a esquiar sozinhos. Mas como percebemos que não sabíamos nem encaixar o esqui na bota direito, resolvemos fazer a coisa certa e não arriscar. Ótima decisão! Pagamos 100 euros por uma aula de duas horas para nós dois. Apesar do gasto, posso dizer que compensou bastante. Caímos algumas vezes, fizemos muito a cunha, mas aprendemos os movimentos e posições básicas para poder esquiar nas pistas de iniciantes (ao lado de muitas crianças que faziam aquilo parecer a coisa mais fácil do mundo...hahah). Terminamos o primeiro dia até pensando em desistir do segundo dia (até pegar o teleférico com esqui no pé parecia difícil naquele momento), mas saí do segundo dia querendo voltar mais vezes. A evolução foi clara.

 

Mais ski: No dia seguinte, pegamos o ônibus até El Tarter, e de lá o teleférico. Desta vez, com um pouco mais de confiança, já foi possível descer em umas pistas azuis um pouco maiores e cair menos. Para quem pratica o esporte há mais tempo e vai nas pistas vermelhas ou pretas, é possível descer esquiando até a base da maioria das montanhas. Assim como em todos os setores de Grandvalira, que são interligados por teleféricos ou pistas, ali também há uma boa estrutura de alimentação, aluguel de equipamento e aulas de esqui. Dos lugares que conheci, achei El Tarter maior e melhor do que Encamp, com destaque para o bar com música que dava uma animada no momento de descanso. Para um início no esqui, valeu muito a pena!

              O QUE MAIS FAZER:

 

Além do esqui e das outras atividades esportivas disponíveis nas montanhas, como o Parque Naturlandia, Andorra também oferece outras opções para o viajante menos aventureiro, mas menos atraentes, na minha opinião. Na capital Andorra la Vella, passeamos pelas ruazinhas do Barri Antic (Bairro Antigo), onde há construções históricas como a Casa de la Vall e a Igreja de Sant Esteve. Na cidade vizinha, Escaldes-Engordany, há mais comércio. Para quem gosta de compras, é um bom lugar para aproveitar os impostos mais baixos. É por ali também que fica o Caldea Spa, o maior centro de águas termais da Europa, mas não chegamos a ir. Nessas duas áreas mais urbanas, existem boas opções de restaurantes e bares, servindo tapas espanholas ou menus individuais, a partir de uns 10 euros, mas não espere nada muito movimentado, principalmente fora dos finais de semana de inverno.


Se quiser mais agitação noturna, alguns vilarejos estrada acima podem proporcionar isso. Primeiro, logo no fim da tarde até o início da noite, a tradição do ski é sair das pistas direto para os chamados après-ski. Fomos em uma festa no bar L’Abarset, das 16h às 22h, no pé da montanha de El Tarter, com uma vibe bem legal, DJ, música boa e muita cerveja gelada em um ambiente ao ar livre, apesar do frio de uns 10 graus negativos.


Muita gente prefere não abusar da “bagunça” até tarde, pensando em acordar bem cedo para esquiar. Mas para quem quiser esticar a noite e ir madrugada adentro, Soldeu conta com alguns bares e pubs, onde estive no dia seguinte. Vale sempre perguntar por lá onde está rolando alguma festa naquela data. Por fim, Pas de la Casa é conhecido como o vilarejo mais agitado de Andorra, com pequenas baladas, um lugar conhecido por ser reduto de jovens turistas britânicos, mas não chegamos a conhecer por causa da distância, já que é a estação de ski de Grandvalira mais longe do centro, a mais próxima da fronteira com a França.

               IMPERDÍVEL:

 

- Para quem vai esquiar ou fazer snowboard pela primeira vez, compensa demais fazer algumas horas de aula, mesmo não sendo tão barato.​

 

- Não é comum ter loja para alugar roupa (casaco e calça) em Andorra, apenas para aluguel de equipamento de ski. Por isso, providencie antes ou compre por lá.

 

- Logo após um dia de esqui, nada melhor do que ir para um bar/festa de après-aki no pé da montanha, com música e cerveja, como o L’Abarset, em El Tarter.

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