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ANTIGUA: como ir, o que fazer, passeios

A capital colonial da Espanha na América Central, e a subida do Vulcão Pacaya
Publicado em:

Quando fui a Antigua: Fevereiro de 2015

Quanto tempo: 2 dias

Em um país que mistura perfeitamente história e natureza, Antigua é a cidade da Guatemala que resume bem essa combinação interessantíssima. E põe história nisso. Fundada em 1543, foi a capital colonial da Espanha na América Central, época em que o território da Guatemala abrangia quase o atual continente inteiro. E ao redor deste destino com pequenas ruas de pedra e construções antigas, a natureza dá as caras com enormes vulcões, como o Água, Acatenango, Fuego e Pacaya, que formam uma bela paisagem.

Com apenas 60 mil habitantes, Antigua é a cidade mais turística da Guatemala, país que foi o berço da civilização maia antes da invasão espanhola. Fundada com o enorme nome de “La Muy Noble y Muy Leal Ciudad de Santiago de Los Caballeros de Guatemala”, foi destruída por um terremoto em 1773, quando a capital foi transferida para a atual Cidade da Guatemala (Guatemala City). Abandonada por muitos e depois reconstruída aos poucos, a cidade passou a ser chamada de “Antigua (antiga) Guatemala” e adotou o nome atual.

Fiquei em Antigua por dois dias e, além da parte histórica, o destaque sem dúvida foi o passeio de subida do Vulcão Pacaya, que ainda está em atividade. Isso foi durante um mochilão que fizemos pela América Central (clique aqui e veja o roteiro completo), um total de 36 dias, entre fevereiro e março de 2015. A Guatemala ainda é um destino pouco explorado pelos brasileiros, conta com várias atrações interessantes, tem baixo custo e o turismo está se desenvolvendo cada vez mais. No país, também estivemos nas espetaculares piscinas naturais de Semuc Champey e nas ruínas maias de Tikal. Uma viagem que pode ser incomum para alguns, mas que definitivamente vale a pena.

TRANSPORTE:

A maneira mais rápida de chegar a Antigua é voar até o aeroporto da Cidade de Guatemala, que fica a 40 km de distância desta cidade histórica. No nosso caso, já estávamos viajando pela América Central por terra, e nossa parada anterior foi em Utila, uma ilha em Honduras. De lá, pegamos um ferry até La Ceiba, por 25 dólares. Depois, fechamos um shuttle por 65 dólares, que incluiu van até a fronteira com a Guatemala, ônibus até Guatemala City e, pra finalizar, táxi até chegar em Antigua 15 horas depois. Foi um certo perrengue, já que não existe transporte regular direto entre as duas cidades, mas no fim deu tudo certo.

Em Antigua, como a cidade é pequena, fomos sempre a pé até os principais pontos de interesse, com exceção do passeio ao vulcão, que pagamos um tour. Para ir embora rumo a Semuc Champey, fechamos uma van com motorista, em nove pessoas, por 23 dólares cada um. Foram 300 km de Antigua até Lanquín, oito horas de viagem, com uma parada para comer na cidade de Cobán, em uma van apertada e com a estrada ainda pior durante a noite. Entre algumas cidades mais próximas do país, há linhas de ônibus ou os chamados “chicken bus”, que são ônibus coloridos típicos de alguns países da América Central. É uma opção de transporte mais barata usada pelos locais, mas não espere pontualidade e nem conforto em veículos normalmente cheios de gente.

HOSPEDAGEM:

Ficamos hospedados no Jungle Party Hostel, 10 dólares por noite, por cada cama em dormitório compartilhado. Ótima localização bem no centro de Antigua e uma boa área comum, com bar animado à noite para socializar com outros viajantes. O ponto negativo fica por conta do banheiro que deixou a desejar. No próprio hostel, fechamos o passeio para o Vulcão Pacaya e também o shuttle para Semuc Champey.

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O QUE FAZER:

No primeiro dia em Antigua, caminhamos pelas ruazinhas históricas da cidade, um passeio tranquilo em meio a construções com arquitetura colonial. Foi tempo suficiente para passar pelos principais pontos turísticos e visitar alguns deles. Muita coisa ainda está em ruínas por causa dos terremotos no passado, mas também houve reconstruções. O Parque Central, também conhecido como Plaza Mayor, é a principal praça da antiga capital guatemalteca, bastante frequentada pelos moradores que aproveitam para relaxar entre as árvores e a fonte. Nela, estão algumas atrações interessantes, como a Catedral de São José, parcialmente reconstruída em uma parte do local onde existia a antiga Catedral de Santiago, de 1680, da qual ainda pode-se ver as ruínas causadas pelos tremores de terra. Em outras laterais da praça também estão o Palacio del Ayuntamiento, onde hoje funciona a prefeitura, e o Palacio de los Capitanes Generales, que era sede da Capitania Geral da Guatemala, na época em que a Espanha dominava a América Central.

Depois, andamos até a Igreja de La Merced (Nossa Senhora das Mercês), onde ao lado estão as ruínas do Convento de La Merced. Neste trajeto que fizemos está o bonito Arco de Santa Catalina (Santa Catarina), na cor amarela, e ao fundo é possível avistar o Vulcão Água. Além desta bela imagem, a agradável rua do arco conta com várias lojas e restaurantes. Outros pontos de interesse são o Mercado de Artesanato, que pode ser uma boa para comprar souvenirs, e o Mirante Cerro de La Cruz, de onde se tem vista panorâmica da cidade após uma curta caminhada a partir do centro. Há ainda muitas igrejas, conventos e museus em Antigua, e nós visitamos também a Igreja San Francisco El Grande, onde fica o Museu del Hermano Pedro. Algumas das outras opções por lá são o Convento e Igreja de Santo Domingo, que teve uma parte transformada no Hotel Spa Casa Santo Domingo, o Convento de Santa Clara, o Convento Capuchinas e o Tanque La Unión.

Comer e beber: Seguindo recomendações, almoçamos um dia no restaurante Tienda La Canche, com pratos típicos da Guatemala a preços bem baixos. O local é bem simples, comida caseira e atendimento simpático, uma opção para quem está viajando num esquema mochileiro raiz com nós estávamos na ocasião. Para aproveitar a vida noturna de Antigua, começamos o esquenta no bar do hostel. Depois, fomos ao Monoloco, um bar animado, com música, muitos turistas, estudantes estrangeiros e onde a noite foi longe. Haja shot e cerveja!

VULCÃO:

Foi no nosso segundo dia em Antigua que fizemos o passeio mais marcante. Subimos no Vulcão Pacaya, um dos vulcões localizado nos arredores da cidade, a cerca de 40 km de distância. É um daqueles lugares com beleza impressionante da natureza. Ele fica dentro do Parque Nacional do Vulcão Pacaya e da Lagoa de Caldeiras, e para fazer a subida é necessário contratar um guia. Nós fechamos o passeio direto no hostel onde estávamos hospedados, saindo bem cedo, às 5h da manhã e voltando às 12h30. Também tem a opção de ir à tarde. Pagamos 75 quetzals (10 dólares) por pessoa pelo tour, com transporte de van ida e volta e mais o guia inclusos, além de 50 quetzals (6,50 dólares) pelo ingresso.

O Pacaya é um dos vulcões ainda ativos na Guatemala, e por isso não se pode ir até a cratera no topo, que fica a 2.552 metros de altitude. Para chegar até o local permitido lá no alto, são 3,5 km de caminhada, feita em aproximadamente uma hora e meia, com alguns trechos de subidas mais íngremes, mas nada absurdo. Para os mais sedentários, porém, pode ser cansativo, por isso algumas pessoas oferecem cavalos para alugar durante o caminho. De qualquer forma, leve água! Chegando lá em cima, tudo é coberto por rochas pretas, que são lavas vulcânicas solidificadas. Quando fomos em 2015, não havia mais lava vermelha derretida, mas o vulcão ainda estava soltando fumaça. Na ocasião, a última erupção tinha sido em 2014. O solo é bem quente em algumas partes e existem alguns buracos de onde sai vapor. Com isso, os guias sempre levam marshmallows para assar nesses pontos e dar aos turistas. Tivemos tempo suficiente para andar por lá, tirar fotos e apreciar a bonita vista da região, com o Vulcão Água ao fundo, antes de iniciar a descida.

O Vulcão Pacaya é o mais procurado pelos turistas, porque é o mais fácil de subir entre os vulcões ativos do país. Existem várias agências em Antigua que oferecem este passeio e outros pela região, como as subidas do Vulcão Acatenango e Fuego, ou então os bate-voltas até o Lago Atitlán e o vilarejo de Panajachel, Chichicastenango e o seu mercado, ruínas arqueológicas maias, por exemplo. Tem muita coisa legal na Guatemala!

IMPERDÍVEL:

– A subida ao Vulcão Pacaya foi uma experiência inesquecível. Seja nele ou em outro vulcão por lá, faça esse passeio.

– Além de muita história e natureza, Antigua tem uma atmosfera animada, com muitos turistas e estudantes estrangeiros.

– Não se limite apenas a Antigua. A Guatemala tem outros destinos imperdíveis, como Semuc Champey e Tikal.

QUER SABER MAIS SOBRE ANTIGUA ? ACESSE TAMBÉM:

Site de turismo de Antigua

Tiago Leme
Tiago Lemehttps://www.boraviajaragora.com/
Jornalista, autor do Bora Viajar Agora, atualmente morando em Paris, trabalhando como freelancer. Já visitei 80 países. Os posts escritos neste blog são relatos de minhas viagens, com dicas e informações para ajudar outros viajantes.

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