CARIBE 

Publicado em: 16/03/2016

Quando fui: Fevereiro de 2016 

 

Quanto tempo: 20 dias

 

Países visitados: 5 (Saint Martin, Sint Maarten, Anguilla, Saint Barthélemy e Jamaica)

ROTEIRO :

  • 1° dia- 9/2 (terça) - RIO DE JANEIRO / SAINT MARTIN

  • 2º - 10/2 (quarta) - SAINT MARTIN

  • 3º - 11/2 (quinta) - SAINT MARTIN

  • 4º - 12/2 (sexta) - SAINT MARTIN

  • 5º - 13/2 (sábado) - SAINT MARTIN

  • 6º - 14/2 (domingo) - ANGUILLA

  • 7º - 15/2 (segunda) - ANGUILLA

  • 8º - 16/2 (terça) – ANGUILLA / SAINT MARTIN

  • 9º - 17/2 (quarta) - SAINT MARTIN / KINGSTON / NEGRIL

  • 10º - 18/2 (quinta) - NEGRIL

  • 11º - 19/2 (sexta) - NEGRIL

  • 12º - 20/2 (sábado) - MONTEGO BAY

  • 13º - 21/2 (domingo) - MONTEGO BAY

  • 14º - 22/2 (segunda) – OCHO RIOS / NINE MILE

  • 15º - 23/2 (terça) – OCHO RIOS / PORT ANTONIO

  • 16º - 24/2 (quarta) – KINGSTON / SAINT MARTIN

  • 17º - 25/2 (quinta) – SAINT BARTHÉLEMY

  • 18º - 26/2 (sexta) - SAINT BARTHÉLEMY / SAINT MARTIN

  • 19º - 27/2 (sábado) - SAINT MARTIN

  • 20º - 28/2 (domingo) - SAINT MARTIN / CIDADE DO PANAMÁ

O mochilão por essas ilhas do Caribe surgiu meio que por acaso, nestes países que não fazem parte de uma rota de costume de mochileiros. Por causa de uma promoção de passagem aérea, resolvi comprar o voo para Saint Martin/Sint Maarten. Como 20 dias seria muita coisa por lá, comecei a ver a possibilidade de combinar outras ilhas e adicionar mais países nesta viagem. Anguilla e Saint Barthélemy eram escolhas certas, já que os dois destinos são facilmente acessíveis de ferry e normalmente quem vai a Saint Martin acaba visitando-os também.

 

Então, a Jamaica foi escolhida não só pelas belas praias, mas principalmente por ser um país com estilo mais diferente do que a maioria dos outros do Caribe. Também cogitei ir para lugares como República Dominicana, Barbados, Porto Rico, Santa Lucia ou Guadalupe, por exemplo, que tinham voos até mais em conta. Mas achei que seria “apenas” mais praia e praia. Por isso, optei pela Jamaica e a oportunidade de conhecer de perto mais sobre a cultura rastafári e do reggae.

 

Os cinco países visitados não são baratos, têm uma estrutura mais voltada para receber famílias e casais que querem conforto, principalmente Anguilla e Saint Barth. No entanto, apesar do dólar alto na época que fomos, eu e minha namorada conseguimos fazer algumas boas economias adotando um esquema mais mochileiro sempre que possível, tanto em transporte e hospedagem, quanto na alimentação. Vale citar que, tirando algumas situações na Jamaica, se gasta pouco dinheiro com atividades, passeios ou ingressos. A grande atração praticamente de todos os dias da viagem foram as praias mesmo.

              TRANSPORTE:

 

Com exceção do voo de Saint Martin para a Jamaica e do ferry para Saint Barth, que custaram mais caro, conseguimos gastar pouco na maioria dos deslocamentos. Optamos por usar o transporte público sempre que possível ao invés de pagar mais por ônibus confortáveis. Além disso, alugamos carro apenas nos dias e lugares mais necessários, fazendo um bom equilíbrio entre economia e comodidade.

 

RIO DE JANEIRO – SAINT MARTIN:                

11h de viagem (incluindo espera na conexão)

 

Voo da Copa Airlines com conexão na Cidade do Panamá, tanto na ida como na volta. Também existem outras companhias aéreas que voam para Saint Martin saindo do Brasil, principalmente via cidades dos Estados Unidos.

SAINT MARTIN – ANGUILLA:

25 minutos de viagem

 

Pegamos um ferry de Marigot até o Blowing Point, trajeto que tem saídas frequentes (a cada 30 minutos ou 1 hora) e pode ser comprado na hora no local. Pagamos 20 dólares por pessoa cada trecho, que dura apenas uns 25 minutos. É necessário levar o passaporte, pois há imigração entre os dois países. Para sair de Saint Martin, foi preciso pagar uma taxa de 5 dólares. Na saída de Anguilla, também se paga uma taxa de 23 dólares.

SAINT MARTIN – KINGSTON:

2h30 de viagem

 

Voo da Caribbean Airlines (443 dólares ida e volta) comprado com antecedência pela internet. Essa é a única companhia aérea que voa direto para Jamaica a partir de Saint Martin, com saídas apenas às quartas-feiras e sábados.

KINGSTON – NEGRIL:

4h de viagem

 

Pegamos os chamados “route taxis” (táxis compartilhados), em uma viagem de cerca de quatro horas com troca em Savana la Mar, trajeto total que custou 1200 (950 + 250) dólares jamaicanos, ou 10 dólares americano, por pessoa. O primeiro trecho foi em uma apertada van, sem ar condicionado e com 20 pessoas espremidas, e depois em um táxi mesmo, carro, com quatro passageiros no banco traseiro. Nesse esquema mais roots para viajar dentro do país (que raramente é feito por turistas), os veículos partem frequentemente, não há horários fixos, mas saem apenas quando estão cheios.

 

Em quase todas as viagens dentro da Jamaica, existem outras opções mais confortáveis e caras para se locomover: alugar carro, o que te dá uma liberdade maior e pode ser uma boa financeiramente se você estiver em quatro ou cinco pessoas; os táxis privados, que custam no mínimo dez vezes mais que os compartilhados; ou então os ônibus de viagem da empresa Knutsford Express, confortáveis e com horários marcados, mas que geralmente o triplo, quádruplo ou até quíntuplo do preço.

NEGRIL – MONTEGO BAY:

2h de viagem

 

Também fizemos este trajeto de route táxi, em um total de 2 horas de viagem e por 475 dólares jamaicanos (4 dólares), com troca no meio do caminho. Primeiro, um táxi de Negril até a cidade de Lucea (250 dólares jamaicanos) e depois uma van até Mobay (225), naquele mesmo esquema de “aventura” no transporte público local jamaicano.

MONTEGO BAY - OCHO RIOS:

2h de viagem

 

Desta vez sem troca de veículo, o route taxi foi uma van direta até o terminal de Ocho Rios, com 2 horas de duração e pelo valor de 500 dólares jamaicanos (4 dólares).

OCHO RIOS – NINE MILE:

2h30 de viagem

 

Para visitar Nine Mile, a cidade-natal de Bob Marley e onde está o mausoléu dele, foi preciso pegar três route táxis, em uma viagem de quase 2h30 e pagando 500 (200 + 150 + 150) dólares jamaicanos, ou pouco mais de 4 dólares, na ida, e mais o mesmo valor na volta. Saímos de van de Ocho Rios, trocamos para um carro em Browns Town e depois pegamos outro táxi compartilhado em Alexandria até o destino final. Principalmente nos últimos trechos, a estrada é bastante sinuosa e não estava em boas condições. Para quem opta por alugar carro e ir dirigindo, vale um cuidado especial.

 

Não existe ônibus de viagem que vá até a cidade onde o Bob nasceu. Para quem preferir ir num esquema mais confortável, é possível pagar bem mais e fechar uma excursão. A agência Excursions in Jamaica oferece um tour até lá, por exemplo, mas as saídas não acontecem diariamente, depende do número de pessoas.

OCHO RIOS – PORT ANTONIO:

2h30 de viagem

 

A princípio não iríamos para Port Antonio, mas de última hora decidimos que não dava para ficar sem conhecer a Blue Lagoon e a praia de Frenchman’s Cove. Então, alugamos um carro na Avis, por 60 dólares a diária, e fizemos um bate-volta para esses dois belos lugares. De Ocho Rios até lá, demorou cerca de 2h30 cada trecho, a estrada é boa até, piora um pouco na parte final, mas foi bem tranquilo, mesmo dirigindo na mão inglesa. Na volta à noite, a iluminação é ruim em alguns trechos, então vale redobrar a atenção.

OCHO RIOS – KINGSTON: 

2h de viagem

 

Na última viagem dentro da Jamaica, pegamos o confortável ônibus da Knutsford Express, por 1750 dólares jamaicanos (15 dólares) e 2 horas de viagem. Além da comodidade de não ter que pegar dois route taxis até o confuso terminal de Kingston, resolvemos pagar mais e ir de ônibus porque a chegada é na região de New Kingston, perto do museu do Bob Marley, para onde fomos andando antes de ir até o aeroporto.

 

SAINT MARTIN – SAINT BARTH:

40 minutos de viagem

 

Por 89 euros ida e volta, compramos pela internet poucos dias antes o ticket de ferry para Saint Barth, pela empresa Voyager. Pegamos o primeiro barco do dia, às 9h15, com saída de Oyster Pond e uns 40 minutos de viagem no mar. Na volta no dia seguinte, partimos no último horário possível, às 17h15, a chegada foi no porto de Marigot, e a duração de 1h20, já que a distância é um pouco mais longa.

             HOSPEDAGEM:

 

Com o dólar alto, a tarefa de gastar pouco com acomodação para vários dias nunca é fácil. Mesmo assim, conseguimos bons preços para a alta temporada se comparado com os valores cobrados por resorts e hotéis melhores. Em Saint Martin, por exemplo, alugamos apartamento pelo site Airbnb (que tem a vantagem de poder cozinhar e economizar) e também ficamos alguns dias em quarto compartilhado em hostel (quando dormimos apenas um pernoite entre uma viagem e outra). Na Jamaica, é possível achar quartos duplos mais baratos, pousadas mais simples. Em compensação, em Saint Barth os valores são bem mais altos, o nível é maior, não existe hospedagem “mais ou menos”, o que acabou impedindo uma estadia mais longa.

 

*Veja nas páginas dos destinos mais detalhes sobre cada hospedagem.

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             CUSTOS: Alto

 

Como já escrevi mais acima, este não é um roteiro tipicamente mochileiro. Em média, os preços regulam com o que é praticado na Europa, portanto, bem mais caro do que uma viagem para o Sudeste Asiático, por exemplo. Fazendo um balanço entre economia e comodidade, abrindo mão do conforto, mas sem qualquer perrengue, foi possível aproveitar bem as praias e atrações destas ilhas do Caribe. Na ordem, Saint Barthélemy é o lugar com custo bem elevado, depois aparecem Aguilla, Saint Martin /Sint Maarten e Jamaica.

 

Alguns exemplos:

 

- Apartamento studio em Sain Martin, Marigot, para 2 pessoas, diária: 64 dólares

- Hotel “barato” em Saint Barth, Gustavia (Sunset Hotel), diária do quarto duplo: 140 euros

- Cerveja long neck em bar na praia, qualquer uma das ilhas: 3 ou 4 dólares

- Cerveja long neck no supermercado, qualquer uma das ilhas: entre 1 e 1,50 dólares

- Prato individual de frango ou porco em Saint Martin, restaurante simples: 15 dólares

- Prato individual de frango ou porco na Jamaica, restaurante simples: 7 dólares

             COMIDA:

 

O lado francês de Saint Martin conta com diversos bistrôs e restaurantes mais caros, enquanto o lado holandês, Sint Marteen, tem mais opções de bares e lanchonetes. De qualquer forma, na ilha é possível comer de tudo, desde hambúrguer até massa. Frutos do mar ou peixes são um pouco mais caros do que frango, mas são uma boa opção, e isso também vale para Anguilla e Saint Barthélemy. Pagamos 35 euros em um ótimo prato de 500 gramas de lagosta na beira da praia em Saint Barth, o que não é barato fazendo a conversão para o real, mas é relativo. Também não acho tão caro assim pelo ambiente e pensando na moeda local.

 

Na Jamaica, o prato encontrado em qualquer esquina é o “jerk chicken”, e também o “jerk pork”, desde restaurantes até barraquinhas com uma churrasqueira no meio da rua. O molho jerk é tipicamente jamaicano, uma mistura de especiarias e um pouco apimentado, usado para temperar o frango, carne de porco e até mesmo peixes. Outra coisa que vale muito experimentar por lá é o “ackee and saltfish”, bem tradicional no país e comido normalmente no café da manhã, mas algumas vezes também no almoço ou jantar. O prato consiste em um peixe salgado, na verdade o bacalhau, misturado com o ackee, que é uma fruta local, e pode ser acompanhado com arroz, ovo mexido, bammy (tipo um pão)...

               IMPERDÍVEL:

 

- Saint Martin conta com 37 belas praias, mas vale muito passar um tempo na curiosa MAHO BEACH, famosa por ficar colada no aeroporto, onde os aviões pousam “raspando” a cabeça das pessoas que ficam na areia.

 

- Se você quer agitação, esqueça. Mas se quiser tranquilidade, ANGUILLA conta com o mar de cor azul mais impressionante entre as ilhas visitadas, destaques para as praias de Shoal Bay East e Maudays Bay.

 

- SAINT BARTH é caro, mas merece a fama quem tem. Além do mar azul turquesa, o nível dos frequentadores, bares, restaurantes e hotéis da “ilha das celebridades” é acima da média.

 

- Entre as belas praias e belezas naturais espalhadas pela Jamaica, a FRENCHMAN’S COVE e a BLUE LAGOON, na região de Port Antonio, foram as que mais me chamaram atenção.

 

- Goste você muito ou só um pouco de reggae e Bob Marley, a visita a NINE MILE, cidadezinha onde ele nasceu e está o seu mausoléu, é uma experiência praticamente obrigatória na Jamaica.

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