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BUDAPESTE: o que fazer, guia e dicas de viagem

Dos banhos termais às influências históricas, a diversificada capital da Hungria
Publicado em:

Quando fui a Budapeste: Julho de 2009

Quanto tempo: 2 dias

Fundada pelos romanos, ocupada pelos magiares, dominada pelos turco-otomanos, invadida pelos nazistas e tomada pelos comunistas soviéticos. Esta é Budapeste, a capital da Hungria, hoje um território livre e independente. Uma das cidades mais interessantes do Leste Europeu (em minha opinião, a mais interessante que visitei), e por que não, de toda a Europa.

Talvez por sua história de conflitos e superação, um dos povos mais simpáticos do continente. Talvez por ter sido dominada por tantos povos, uma cidade que mistura as mais distintas características. O velho com o novo. O conservadorismo com a modernidade. Os tradicionais banhos termais com piscinas no verão. E por falar em banhos termais, está aí uma atração obrigatória por lá: conhecer esses “clubes” de águas quentes e medicinais que são um tradição local.

Fato é que, seja por suas construções, pela sua população ou pela agitação, Budapeste é um dos destinos que eu considero obrigatório na Europa. Gostei bastante de lá. Estive na capital húngara em julho de 2009. Fiquei dois dias inteiros por lá, mas por muito pouco não troquei minha passagem para ficar mais tempo. Só não fiz isso porque o cronograma para a sequência da viagem estava apertado.

Seja durante o dia ou à noite, seja você uma pessoa tranquila ou agitada, certamente você vai encontrar uma atração que se encaixe ao seu perfil em Budapeste. E mesmo que você não compreenda uma só palavra do complicadíssimo idioma húngaro durante a viagem, você vai entender um pouco mais sobre uma cultura diversificada, seja apreciando uma obra de arte dentro de um museu ou tomando uma cerveja com os moradores locais.

TRANSPORTE:

Vindo de Praga e depois indo para a Romênia (ambos os trajetos feitos de trem noturno, de 6 a 7 horas de duração), cheguei e saí da cidade de trem, na estação Keleti, de fácil acesso e ligada ao centrão por linha de metrô ou até mesmo por uma caminhada de cerca de 20 minutos. Para circular em Budapeste, quase todas as atrações de interesse podem ser alcançadas a pé se você tiver com o fôlego em dia. Para alguns locais, vale a pena pegar o antigo e eficiente metrô, mas ônibus e bondes também estão à disposição do viajante. 

HOSPEDAGEM:

Ficamos no hostel Central Backpack King, pagando apenas 10 euros a diária. Lugar pequeno e simples, mas hospitaleiro, agradável e bem localizado, bem na região central de Peste. Existem outras opções de acomodação mais animadas para quem estiver buscando festa.

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O QUE FAZER:

Budapeste é cortada no meio pelo Rio Danúbio, que a divide em duas áreas: Buda e Peste, que antes eram duas cidades separadas, unificadas em 1873. Buda é onde estão as atrações mais históricas e culturais, Peste é onde fica a parte mais comercial e badalada. A ligação entre as duas áreas da capital é feita por pontes, a principal e mais antiga delas, na parte central, é a Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes).

Do lado de Buda, ao fundo da ponte, avista-se o imponente Castelo de Buda, ou Palácio Real, localizado no alto de um morro (Castle Hill, ou Varhégy). Para subir até lá, é possível ir andando, ou pagando-se um funicular para os mais preguiçosos. A vista lá do alto já vale bastante, já que você tem uma visão de quase toda a cidade, do rio e das principais grandes construções. Para quem quer se aprofundar na história e na arte, pode-se desembolsar alguns forints e entrar no palácio, que abriga museus, como a Galeria Nacional Húngara. Nos arredores, também pode-se visitar as ruínas de um forte romano ou um labirinto de túneis e cavernas.

Ainda na parte alta de Buda, seguindo-se um pouco mais à frente, está a praça central da região, a Szentháromság tér (Vai tentar falar esse palavrão lá pra ver se dá certo? Na dúvida, mete um “Central Square” em inglês que eles entendem). Bem ao lado, ficam a igreja Mátyás-Templom e o Fishermen`s Bastion, uma espécie de terraço, bonita construção, também com uma bela vista para a cidade.

Do lado de Peste, os destaques são o imponente prédio do Parlamento, com arquitetura inspirada no Parlamento inglês, e a Basílica Szent István (Santo Estevão). A Vörösmarty tér é uma movimentada praça com várias lojas, restaurantes e cafés ao redor. A principal avenida é a Andrássy ut, que conta com bonitas construções em suas margens, além de atrações como a Ópera e o Museu do Terror. Ao final dela, está a Hosök tere (Praça dos Heróis), com os monumentos Milenar e dos Heróis Nacionais. Ao lado, há o Museu de Belas Artes. Atrás da praça, fica o agradável City Park, área verde que abriga o zoológico, um castelo (Vajdahunyad) e um dos principais banhos termais da cidade.

BANHOS TERMAIS:

Por falar em banhos termais, este é um programa que precisa estar no roteiro de qualquer forma, seja no frio ou no calor. Existem dezenas deles espalhados por Budapeste, é uma tradição local. É uma espécie de clube, no qual você paga uma entrada que te dá direito a algumas horas no local, que conta com diversas piscinas com águas medicinais das mais variadas temperaturas, tamanhos e com diferentes sais naturais.

Fui ao Széchenyi, o maior da cidade, localizado no City Park. Essa terma conta com muitas piscinas e banheiras hidromassagens indoors e uma boa área ao ar livre com três piscinas grandes, ótima escolha durante o verão. A entrada para um dia custa em média 17 euros, mas esse preço sobe bem se você quiser o serviço de algum tipo de massagem, por exemplo. O público é bem variado, desde senhoras com a família e crianças até jovens sorridentes húngaras. No verão, durante a noite acontecem animadas festas nas piscinas com DJs, em determinadas datas. Outro banho termal bastante conhecido por lá é o Gellért, que fica dentro de uma construção em Art Nouveau com colunas de mármore.

FESTA:

As atrações noturnas também são bem diversificadas e, como em qualquer lugar, vale perguntar no hostel sobre o que está bombando na época. Principalmente no verão, bares e baladas com espaço a céu aberto na beira do rio costumam ser os melhores, e alguns também na Margit sziget (Margaret Island), uma ilha no meio do Danúbio. No centro de Peste também há bastante agitação. Fui em um pub/balada chamado Morrison`s, que estava bastante agitado, cheio, mas existem boates maiores e mais cobiçadas.

IMPERDÍVEL:

– Passar um tempo relaxando em algum dos vários banhos termais, tradição da cidade. No verão, à noite, acontecem algumas festas nas piscinas.

– O verão em Budapeste é vibrante, com diversos bares e baladas nas margens do Rio Danúbio.

– Ainda sem adotar o euro como moeda, a Hungria tem bons preços em geral, para comer, beber e se divertir.

QUER SABER MAIS SOBRE BUDAPESTE ? ACESSE TAMBÉM:

Site oficial da cidade

Blog Meus Roteiros de Viagem

Tiago Leme
Tiago Lemehttps://www.boraviajaragora.com/
Jornalista, autor do Bora Viajar Agora, atualmente morando em Paris, trabalhando como freelancer. Já visitei 77 países. Os posts escritos neste blog são relatos de minhas viagens, com dicas e informações para ajudar outros viajantes.

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