HANÓI

Motos e caos à primeira vista, história e diversão na capital do Vietnã comunista

Publicado em: 07/04/2016

Quando fui: Janeiro de 2014

 

Quanto tempo: 2 dias

Buzinas, carros, ônibus, pedestres e motos, mais motos, muitas motos nas ruas, tudo praticamente sem regras. À primeira vista, Hanói é um caos. Atravessar a rua é uma verdadeira aventura. O trânsito na cidade é mesmo caótico, até as calçadas estão constantemente lotadas, cheia de barraquinhas e vendedores de comida. Mas aos poucos, a atual capital do Vietnã, que antes da guerra era a capital do Vietnã do Norte, o lado comunista que venceu o Sul e os Estados Unidos, vai te conquistando com muita história e também diversão.

 

Foi em Hanói que acho que tomei a cerveja mais barata da minha vida, por 25 cents de dólar, em um boteco local sentado em mini banquinhos na calçada. Foi lá que fiz um dos pub crawls mais legais. A partir dali, também conheci a imperdível Halong Bay em um animado tour. E nada melhor do que divertimento aliado com cultura e fatos históricos. O Mausoléu de Ho Chi Minh com o corpo embalsamado deste herói vietnamita é marcante, o museu ao lado bem interessante, e os templos e as ruazinhas estreitas do Old Quarter te transportam para décadas atrás.

 

Depois da Tailândia, que confirmou as ótimas expectativas, o Vietnã foi o país que mais gostei no mochilão pelo Sudeste Asiático, entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014 (clique aqui e veja o roteiro completo). Além de todos atrativos, o custo por lá é baixíssimo, com 1 dólar valendo 21 mil dongs na época. Lugar que em um passado recente ficou marcado por conflitos armados, destruição e mortes, essa nação da península da Indochina está ficando cada vez mais estruturada e recebendo mais turistas, apesar de ainda ter muita pobreza. Mas definitivamente é um dos destinos mais sensacionais da Ásia. E para podermos visitar, nós brasileiros precisamos tirar com antecedência o visto vietnamita, que pode ser facilmente emitido pela Embaixada em Brasília, enviando o passaporte pelo correio.

             TRANSPORTE:

 

Chegamos a Hanói em um voo da Vietnam Airlines a partir de Luang Prabang, no Laos, com uma hora de duração, passagem comprada com apenas cinco dias de antecedência pela internet, por 160 dólares. Existia a opção de fazer este trajeto de ônibus, o que demora cerca de 30 horas, é obviamente bem mais barato, mas li relatos de que esse tempo pode ser ainda maior por causa da condição das estradas. Depois de Hanói, também fomos de avião para Nha Trang, pela Vietjet Air, duas horas de voo e 60 dólares. Para viajar dentro do país, também é possível ir de trem (Vietnam Railways System) ou de ônibus, meios de transporte mais em conta.

 

Dentro de Hanói, com exceção da ida do aeroporto até o centro que pegamos um táxi compartilhado (van), fizemos tudo a pé. Para os mais preguiçosos, há uma espécie de triciclo que um cara vai dirigindo e você vai em um banco atrás. É sempre bom ficar esperto nas negociações de corridas de táxi e afins. Também é possível alugar bicicleta e moto (quase sempre no estilo scooter), mas vale tomar cuidado com o caos do trânsito vietnamita.

             HOSPEDAGEM:

 

Aproveitando os baixos custos do país, ficamos no melhor hotel de todo o nosso mochilão, o Sans Souci IV, de 3 estrelas, pagando 20 dólares a diária de um quarto duplo, ótimo quarto diga-se de passagem, com ar condicionado e café da manhã incluso. A localização também era boa. No distrito de Hoan Kiem, logo ao lado do lago de mesmo nome e a uma caminhada tranquila do Old Quarter. No Vietnã, vale sempre negociar bem os preços, mesmo das acomodações, já que eles começam chutando lá em cima.

 

Alguns amigos ficaram no hostel Vietnam Backpackers (também chamado de Hanoi Backpackers), que tem uma unidade (The Original) na mesma rua, e cobra entre 7 e 8 dólares por uma cama no quarto compartilhado. Portanto, como a diferença era pequena, achamos mais negócio pegar o quarto duplo. De qualquer forma, este hostel também é bastante recomendado, principalmente a unidade Downtown, que fica no Old Quarter, tem bar bem animado e é onde se inicia o pub crawl.

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             O QUE FAZER:

 

Além da atmosfera da cidade, o ponto turístico mais marcante de Hanói na minha opinião é o Mausoléu de Ho Chi Minh. Assim como acontece com Lênin em Moscou, o corpo do ex-líder comunista do Vietnã está embalsamado e fica em uma câmara de vidro, dentro de um imponente prédio aberto ao público para visitação. É realmente impressionante ver de perto, em perfeito estado de conservação, o corpo daquele simpático senhor de barba branca longa, morto em 1969. A entrada é gratuita, só funciona pela manhã e não pode estar vestido com roupas curtas. O local conta com forte esquema de segurança, com soldados organizando a fila, e é proibido tirar foto na parte interna (é necessário deixar câmeras e celulares em um guarda-volumes. Entre setembro e dezembro, o mausoléu fica fechado, pois o corpo do “Tio Ho” vai até a Rússia passar por manutenção.

 

Ho Chi Minh, cuja imagem você encontra exposta em vários pontos do país, foi um estadista vietnamita, é considerado um herói nacional e venerado pela população. Com ideologia comunista, ele teve papel fundamental na Guerra do Vietnã, derrotando os Estados Unidos, e também em conflitos contra franceses e japoneses na Indochina. No mesmo complexo do mausoléu, fica o Museu de Ho Chi Minh (ingresso por 25.000 dongs ou pouco mais de 1 dólar), com objetos, fotos e a história completa da vida dele. Ali também existem outras construções importantes, como o Palácio Presidencial (que não é aberto ao público) e o templo One Pillar Pagoda.

 

Mas a grande essência da capital Hanói pode ser sentida na região do Old Quarter. Nas apertadas ruazinhas desse bairro antigo é onde se encontra aquele “caos” típico do Vietnã, com muitas motos, buzinas, pessoas usando máscara contra a poluição do ar, barraquinhas de comida, bares, mercados, lojas, letreiros de neon e vendedores com aquele tradicional chapéu em formato triangular carregando mercadorias. A primeira impressão pode até não parecer atrativo, mas entre no clima e vida essa experiência, certamente vai te conquistar. Entre as especialidades da culinária vietnamita, está o Pho, uma sopa com macarrão, broto de feijão e pedaços de carne ou frango, mas também se come em todo canto rolinho primavera e pratos com arroz e camarão ou peixe, por exemplo. Os temperos por lá costumam ser mais amenos do que na Tailândia, por exemplo. Por ali também existem várias lojas de roupas de marca, muitas falsificadas é verdade, mas outras verdadeiras a preços baixos. A explicação é que fábricas de diversas grifes famosas se localizam no país, aproveitando a mão de obra local barata.

 

O Old Quarter ainda conta com atrações turísticas nos arredores que valem uma visita, como o Hoan Kiem Lake, principal lago da cidade, onde está localizado também um dos principais templos, o Ngoc Son, que fica em uma pequena ilha. Por perto, também está a St. Joseph e, caminhando um pouco mais, fica a Prisão de Hoa Lo, que atualmente é um museu, mas abriga um interessante acervo e estruturas originais de quando mantinha presos de guerra em suas celas. Um pouco mais distante, outro ponto de destaque é o Templo da Literatura, com arquitetura da época imperial, jardins e muita história. Nunca é demais citar também que Hanói é o ponto de partida para o passeio em Halong Bay (clique aqui e leia mais).

 

Atravessar a rua e postes cheios de fios – Pode até parecer estranho, mas essas duas coisas também são atração no Vietnã. Principalmente nas áreas mais centrais, repare na quantidade de fios enrolados nos postes. Haja “gatonet”, é bizarro mesmo! E atravessar a rua no trânsito caótico de Hanói é uma aventura. Semáforo? Faixa de pedestre? Regras? Nem sonhe com isso. O segredo é ir andando lentamente no meio das trocentas motos, carros, ônibus e ouvindo buzinas. Nem adianta esperar que o movimento não para. Vá em frente que os veículos desviam de você. Não sei como, mas você chega do outro lado da rua vivo, sempre dá certo!

             BAR E FESTA:

 

À noite, os bares espalhados pelo Old Quarter ficam cheios de locais e estrangeiros aproveitando as cervejas (bia, na língua vietnamita) baratíssimas. Aprecie as marcas do país: Bia Ha Noi, 333 (lê-se “ba ba ba”), Saigon, Halida, Larue. O esquema é escolher um, sentar nos mini banquinhos que ficam nas calçadas e curtir a típica vida boêmia vietnamita. O boteco mais conhecido é chamado em inglês de Bia Hoi Corner (Bia Pho Co), que vende quatro copos de cerveja local por apenas 1 dólar, ou seja, 25 cents de dólar cada uma, a cerveja mais barata que já bebi na vida. Dali, gastando uma miséria, já dá pra sair no grau para esticar a noite.

 

E a dica para mais divertimento é o pub crawl organizado pelo hostel Vietnam Backpackers, que começa na unidade Downtown (mesmo para quem não está hospedado lá). Pagando pouco pelas bebidas, você fica por ali até certo horário, depois passa em um bar/balada e termina a madrugada em uma balada meio que underground, localizada em algum lugar do norte da cidade que eu não tenho a menor condição de lembrar. Mas enfim, é aquela coisa sempre animada com gringos de todas as partes do mundo.

           IMPERDÍVEL:

 

- Se - A visita ao Mausoléu de Ho Chi Minh, onde o corpo embalsamado deste herói nacional está em exposição para o público em uma imponente construção.

 

- Cerveja a apenas 25 cents de dólar no Bia Hoi Corner (Bia Pho Co), sentado em mini banquinhos na calçada, uma tradição vietnamita.

 

- Diversão e balada a baixo custo? O pub crawl organizado pelo hostel Vietnam Backpackers, mesmo para quem não está hospedado lá, vale muito a pena.

QUER SABER MAIS SOBRE HANÓI? ACESSE TAMBÉM:

 

- Site sobre o destino

- Esse Mundo É Nosso

- Love and Road

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