KO PHI PHI

Muito mais do que "A praia", o verdadeiro paraíso de dia e de noite na Tailândia

Publicado em: 01/02/2016

Quando fui: Janeiro de 2014

 

Quanto tempo: 5 dias

Um lugar que certamente se encaixa bem com a definição de paraíso, seja pela beleza de suas praias ou pela boa vibração de seus frequentadores e opções de diversão. Definitivamente, um dos melhores lugares do mundo que eu já estive. Ko Phi Phi ganhou fama depois do filme “A praia”, com Leonardo DiCaprio, que foi gravado no local no início dos anos 90 e mostrou ao mundo inteiro a espetacular Maya Bay. Desde então, o turismo por lá aumentou consideravelmente. Phi Phi também virou manchete internacional por um fato triste, depois de a ilha ter sido completamente destruída pelo tsunami de 2004.

 

Hoje já praticamente com tudo reconstruído, Ko Phi Phi é destino certo dos viajantes que vão pra Tailândia. E pra quem pretende ir pra lá, certamente vale reservar um tempo para aproveitar com tranquilidade as belezas do lugar. Fiquei por lá cinco dias em janeiro de 2014, durante o mochilão que fiz pelo Sudeste Asiático (veja o roteiro completo de 38 dias), e neste período foi possível conhecer bem as praias sem pressa e ainda curtir bem a noite. É até possível fazer um bate-volta de barco pra lá saindo de Phuket ou Krabi, conhecendo a ilha em apenas um dia, mas eu não recomendo essa correria. Definitivamente, Phi Phi vale ser visitada com calma.

 

Apesar de a ilha ser um pouco mais cara do que o resto da Tailândia, tudo é bem mais barato se compararmos com Brasil e a maioria dos lugares da Europa. E esse custo levemente superior tem suas recompensas com uma natureza inesquecível, vista em raros lugares desse planeta. Importante citar que a melhor época para visitar o país é de novembro a março, quando o clima é favorável. De julho a outubro, época das Monções, costuma chover bastante por lá.

             TRANSPORTE:

 

Não circulam carros na ilha, apenas bicicletas e uns carrinhos de mão pra transporte de mercadorias. Com isso, fazíamos tranquilamente tudo a pé por lá. Também é possível ir de barco do centro para algumas praias mais afastadas.

 

Para chegar em Phi Phi, como já citado acima, é possível pegar um ferry partindo de Phuket ou Krabi. Antes de ir para lá, estávamos em Ko Phangan, então pegamos um ferry até Surat Thani, depois ônibus até Krabi e para finalizar outro ferry. A soma desses três meios de transporte custou 800 baths (25 dólares) e demorou umas oito horas. Para ir embora, pegamos um ferry até Phuket (250 bahts ou 8 dólares, duas horas de viagem), que pode ser comprado em diversas agências espalhadas pelas ruazinhas, e depois um voo da Air Asia para Chiang Mai.

            HOSPEDAGEM:

 

Chegamos em Ko Phi Phi logo depois do réveillon, sem ter feito nenhuma reserva. Muita gente já tinha nos avisado que teríamos dificuldades para encontrar hotel com um bom custo-benefício, ainda mais estando em seis pessoas. Mesmo assim, depois de andarmos bem e entrarmos em vários lugares perguntando sobre preço e disponibilidade, conseguimos encontrar um que valeu a pena. Ficamos no Tara Inn, num bom quarto duplo com ar condicionado, muito bem localizado, no centrinho da ilha, pagando 1.800 bahts (57 dólares) o casal por dia.

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            TOUR MAYA BAY:

 

A famosa praia onde o filme com Leonardo DiCaprio foi gravado se chama Maya Bay e fica na ilha de Phi Phi Leh, que fica logo em frente de Phi Phi Don (a ilha principal). Pra fugir das excursões das várias agências de turismo que organizam passeios, seguimos uma dica que tínhamos lido e fechamos o tour direto com um barqueiro local. Um dia antes, é só ir ali no píer de Ton Sai e negociar com os locais. Como estávamos em seis pessoas, fechamos um barco (long-tail boat) só para nós. Saiu 800 bahts pra cada, mais uma taxa obrigatória de 200 bahts de entrada em Maya Bay, o que deu o total de uns 32 dólares por pessoa, saindo 7h da manhã e voltando 15h, com paradas inclusas em vários pontos.

 

A ideia de ir bem cedo é evitar a horda de turistas que chegam com as excursões por volta das 10h. Chegamos em Maya Bay,antes das 8h e ainda tinham pouquíssimas pessoas por lá. Nesse horário, é bom pra aproveitar pra tirar as fotos e/ou relaxar sem muita gente por perto. O visual e a cor da água, porém, ficam mais bonitos a partir de umas 10h, quando o sol já bate mais forte e deixa um colorido melhor. Também é possível fazer um tour que você dorme acampado lá, vale se informar melhor na ilha para saber preços e detalhes.

Depois de Maya Bay, paramos em um ponto no mar (Lohsama Bay) para fazer snorkel, com um número absurdo de pequenos peixes. Na sequência, fomos para Pi Leh Bay (uma baía que parece uma piscina com cor da água espetacular) e Viking Cave (mas só passamos na frente da caverna, nem entramos). A outra parada com mais tempo foi na Monkey Beach (Yongkasem Bay), onde dezenas de macacos vivem e “interagem” com os turistas. Muita gente leva banana para dar as bichos, que vão até você, pegam as frutas e até garrafas de água se deixar.

Por fim, pegamos o barco para o outro lado da ilha principal de Ko Phi Phi, onde ficam mais duas ilhas: Mosquito Island e Bamboo Island. Vale ficar ligado porque essa parte não está inclusa em todos os tours, até porque fica fora de mão. Apenas passamos em frente à Mosquito, depois paramos e ficamos um tempo na Bamboo, o que vale muito a pena. A cor da água lá é sacanagem. Um ponto bem positivo de termos fechado um long-tail boat só para nós é que o barqueiro ficava à nossa disposição. Ou seja, podíamos ficar quanto tempo quiséssemos em cada um dos lugares. Definitivamente, este é um dos melhores passeios da Tailândia.

            PRAIAS E ATIVIDADES:

 

A praia principal no centrinho de Ko Phi Phi Don é a Lo Dalan, que fica do lado oposto ao píer de Ton Sai, a uma breve caminhada. A partir dali é possível alugar um caiaque e ir até a Monkey Beach. Mas a praia que mais frequentamos, praticamente todos os dias, foi a Long Beach, a uns 20 minutos de caminhada do centro ou menos de 5 minutos de barco por 100 baths (uns 3 dólares) por pessoa. Lá, existem alguns hotéis e restaurantes a preços bem acessíveis (um pouco mais caro do que no centro, mas como tudo na Tailândia é barato...). Foi lá de frente para a praia também que fiz a tradicional massagem tailandesa (não, essa não é a massagem erótica, é a terapêutica que qualquer um pode fazer em praticamente toda esquina lá no meio da rua), pagando 300 bahts (10 dólares) por uma hora.

 

Fomos também ao Viewpoint, que fica a uns 20 minutos de caminhada do centro, claro que dependendo do fôlego de cada um. Mas apesar da cansativa subida no calor, a vista de Ko Phi Phi do alto compensa o esforço. É preciso pagar 30 bahts para chegar ao topo.

 

Foi em Phi Phi também que fiz uma tatuagem de bamboo, uma técnica tradicional da Ásia, chamada de Sak Yant. Cada desenho tem um significado, mas o principal ponto é trazer proteção e sorte. Existem várias lojas de tattoo espalhadas pela cidade, assim como por todo o país. Vale pesquisar preços e desenhos. Em alguns lugares da Tailândia também é possível ser tatuado com esse método por um monge budista. Ritual bem comum por lá. Para quem gosta de mergulho, ainda existem diversas agências que oferecem opções de cursos e fun dives na região, além de snorkel e passeios em diversas outras praias.

             FESTAS:

 

Como eu já escrevi no início, a noite de Ko Phi Phi é vibrante, com muitos bares com música e festa espalhados pelas ruazinhas do centro e principalmente na praia de Lo Dalam. O ideal é caminhar pela cidade, comprar bebidas nos “7 Elevens” para economizar, ver o movimento e parar no bar que mais te agradar.

 

O principal deles e que eu mais recomendo é o Slinky Beach Bar, ao ar livre na areia. O “pacote diversão” inclui shows com fogo (nos quais você pode pular corda em chamas ou passar por dentro de um arco com fogo), os tradicionais buckets tailandeses (baldinhos com as mais variadas misturas de bebidas), cevejas Chang e/ou Singha e muita gente querendo curtir a vida como se não houvesse amanhã. É numa noite dessas que as pessoas acabam voltando pra casa com uma tattoo. Legal conhecer também o Reggae Bar, que eu achei mais desanimado do que os outros, mas interessante para ver umas lutas de Muay Thai (esporte que é paixão nacional na Tailândia) no ringue que fica dentro do lugar. Phi Phi é sinônimo de praias paradisíacas, mas certamente também significa agitação noturna.

           IMPERDÍVEL:

 

- Fechar o tour para Maya Bay com um barqueiro local, para fugir das excursões e curtir esse lugar paradisíaco com mais tranquilidade.

 

- Aproveitar os dias na ilha sem pressa, nada de bate-volta vindo de Phuket ou Krabi. Uma massagem tailandesa na praia também vale a pena.

 

- Diversão à noite com muitos buckets, cervejas e fogo na praia de Lo Dalan, no Slinky Bar, e pelas ruazinhas de Phi Phi.

QUER SABER MAIS SOBRE KO PHI PHI ? ACESSE TAMBÉM:

 

- Site oficial da cidade

 

- Prefiro Viajar

- Quero Viajar Mais

 

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