LENÇÓIS MARANHENSES

O "deserto" brasileiro com oásis em forma de lagoas

Publicado em: 01/02/2016

Quando fui: Agosto de 2015

 

Quanto tempo: 4 dias

Parece um deserto, mas não é. É algo único no mundo. No meio de imensas dunas de areia, estão lagoas azuladas ou esverdeadas formadas pela água das chuvas, verdadeiros oásis onde o viajante pode se refrescar para compensar a caminhada sob forte calor. A combinação desses fenômenos da natureza forma os Lençóis Maranhenses, um cenário de beleza singular. Destino que nos últimos anos vem recebendo cada vez mais turistas, mas que muitos brasileiros ainda não conhecem.

 

Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem área total de mais de 156 mil hectares e fica a 260 quilômetros da capital São Luís. Para explorar o local, existem três cidades que oferecem diversos passeios e podem servir de base para hospedagem: Barreirinhas (a mais procurada e maior delas, com 54 mil habitantes), Atins (um vilarejo no litoral, experiência mais roots) e Santo Amaro do Maranhão (de acesso mais difícil, por estrada de areia).

 

Fui para lá em agosto de 2015, fiquei três dias em Barreirinhas e um dia em Atins, depois de ter passado um dia na capital São Luís, tempo que foi suficiente para fazer os principais tours oferecidos e conhecer duas cidades com estilos bem diferentes. Tempo também suficiente para listar os Lençóis Maranhenses, sem dúvidas, como um dos lugares de paisagens naturais mais espetaculares que já visitei.

 

Importante citar que o período bom para ir é entre junho e início de setembro, quando as lagoas estão mais cheias após as chuvas do começo do ano. Nos outros meses, a maioria das lagoas fica seca, e o visual apenas das dunas pode não ser tão bonito, perdendo o que realmente caracteriza o lugar (confira aqui como está o volume de água das lagoas atualmente).

              TRANSPORTE:

 

Peguei um voo até São Luís, e depois de lá até Barreirinhas fui de van em uma viagem que demora quatro horas, pagando R$ 60 por trecho. Fechei o transporte no hotel da capital, mas existem várias agências que oferecem o trajeto, desde a chegada no aeroporto já têm vários folhetos com propagandas. Também é possível ir de ônibus pela empresa Cisne Branco, por pouco mais de R$ 40.

 

Em Barreirinhas, com uma caminhada chega-se a qualquer ponto do pequeno centro da cidade. Para ir ao Parque dos Lençóis, é necessário fechar um passeio com alguma agência e ir de caminhonete 4x4, já que apenas guias credenciados podem dirigir no local, e a quantidade de areia exige uma certa habilidade no volante. Demora cerca de uma hora até as dunas, e é preciso atravessar o rio de balsa logo na saída da cidade. Não é permitido ir por conta própria com o seu veículo. De Barreirinhas para Atins, as alternativas são caminhonete 4x4 ou barco pelo Rio Preguiças, é só perguntar no hotel ou agências que eles informam opções e horários.

             HOSPEDAGEM:

 

Em Barreirinhas, fiquei na Pousada do Rio, diária por R$ 192 o casal em um quarto privativo, com café da manhã incluso. Recomendo. Lugar sem luxo, mas bom e bastante agradável, na beira do Rio Preguiças, onde é permitido nadar. Também tem piscina. A cidade conta com boa estrutura de hotéis, alguns melhores e bem mais caros, e, claro, também há locais mais baratos.

 

Em Atins, ficamos na Pousada da Tia Rita, por R$ 100 o casal, também com quarto privativo e banheiro, além do café. O lugar é bem simples, praticamente uma casa de família, mas conta o carisma da simpática tia Rita e é uma ótima opção econômica. O vilarejo é bem pequeno, um lugar bem roots com ruas de areia, mas existem algumas pousadas melhores também, para quem quiser gastar mais e ter mais conforto.

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              PASSEIOS:

 

São diversos tipos de tours oferecidos na região, e conseguimos fazer os principais durante os quatro dias que ficamos por lá. Em Barreirinhas, fechamos tudo quando chegamos na cidade, com a São Paulo Ecoturismo, agência que eu tinha lido boas recomendações. A maioria dos passeios é de meio período, manhã ou tarde, mas também existem alguns mais longos. Em Atins, na pousada mesmo, a tia Rita ligou para o cara da Pousada do Irmão, e acertamos com ele o tour. Foi bem tranquilo de fechar tudo lá na hora, negociando alguns preços.

 

Eu não gosto muito de fazer essas “excursões” fechadas, mas este é o único jeito de conhecer os Lençóis Maranhenses, já que não é permitido ir por conta própria. Além disso, quase todo o tempo que você estiver por lá será fazendo esses passeios. Tirando isso, é descanso no hotel e alguns bons restaurantes na ruazinha na beira do rio em Barreirinhas, sempre com muitos frutos do mar. Nos fins de semana, até rola por ali umas festas com o tradicional reggae maranhense à noite, mas a atração da região é mesmo aproveitar a natureza durante o dia. Vale lembrar que os Lençóis fazem parte da Rota da Emoções, um passeio maior que também inclui Jericoacoara, no Ceará, e o Delta do Parnaíba, no Piauí.

 

Lagoa Bonita: Fizemos este passeio (por R$ 60) à tarde, das 14h às 19h, aproveitando para ver o tão falado pôr do sol. Vale a pena fazer nesse horário para conhecer, além de o sol já estar mais fraco na maior parte da caminhada pela areia. Pelas poucas chuvas neste ano, a Lagoa Bonita nem estava tão cheia assim (água abaixo da cintura), mas o tour incluiu outras lagoas legais, como a da Record e a do Clone, onde foram gravadas novelas. Para os mais sedentários, há uma subida íngreme nas dunas logo no começo, mas nada absurdo, e o visual quando se chega ao topo compensa tudo.

 

Lagoa Azul: Este é o tour mais procurado em Barreirinhas, fizemos pela manhã, das 9h às 14h, por R$ 50. O chamado Circuito da Lagoa Azul inclui também outras lagoas, como a da Preguiça, da Paz, Esmeralda, dos Toyoteiros, dos Peixes (a única que fica cheia o ano inteiro), além da própria Azul. Apesar de o calor estar mais forte este horário, não é nada absurdo, e achei que a cor da água fica mais legal com o sol batendo.

 

Rio Preguiças (Vassouras, Mandacaru e Caburé): Este passeio é mais longo, das 8h30 às 16h (por R$ 70), com paradas em três povoados diferentes, durante uma viagem de barco (ou lancha voadeira, como eles chama por lá) pelo Rio Preguiças. Primeiro, em Vassouras, visitamos as dunas nos Pequenos Lençóis, mas a grande diversão do local é comprar um pote de banana e dar aos vários macaquinhos que ficam entre as árvores dali. Mandacaru, local da segunda parada, conta com o Farol Preguiças, onde é possível subir e ter uma boa visão panorâmica do lugar. Por ali, também vale tomar uma caipirinha ou sorvete de frutas típicas da região, como buriti, tapioca, graviola. Por fim, o destino é Caburé, que fica em uma península entre o rio e o mar, onde há restaurantes para o almoço (a preços não tão baratos). De lá, o barqueiro nos deixou em Atins, que fica a uns 15 minutos dali, mas isso precisa ser acertado antes. O normal do tour é voltar para Barreirinhas em um trajeto de cerca de uma hora pelo rio.

 

Lagoa Tropical (Atins): A partir de Atins, também existem alguns passeios que podem ser feitos, e a vantagem é que, diferentemente de Barreirinhas, menos pessoas vão a essas lagoas, e você pode aproveitar com mais tranquilidade. Fizemos o tour da Lagoa Tropical (por R$ 50), que incluiu mais duas lagoas próximas, saindo às 15h30 e com direito a um belo pôr do sol. Depois, a parada final é para comer camarão no Canto do Atins, nos restaurantes da Luzia ou do Antônio (pagando a refeição à parte).

              COMER:

 

Dois restaurantes são bem famosos na região por servirem ótimos pratos de camarão, ambos ficam em Canto de Atins: o da Luzia e o do Antônio. A polêmica tem sido grande para saber qual é o melhor deles, e as opiniões tanto de moradores quanto de turistas se divergem. Como não tive tempo de experimentar os dois, a escolha foi por ir no Camarão da Luzia, o original e que ganhou fama primeiro. O prato mais conhecido consiste em vários camarões grandes grelhados com um molho especial secreto, servidos com arroz, feijão, farofa e salada de tomate, por R$ 30. Gostei bastante, são realmente muitos bons, mas também não chega ao ponto de dizer que foi o melhor que comi na vida.

 

O Antônio, que é irmão da Luzia e antes trabalhava com ela, abriu o seu próprio restaurante depois de uma briga familiar. O preço e as opções de pratos são praticamente os mesmos. Atualmente, muita gente da região diz que o camarão dele está melhor e o lugar geralmente mais cheio, alguns dizem que os guias preferem levar os viajantes lá porque comem de graça. Divergências à parte, o que posso dizer é que a Luzia foi bem simpática e a comida dela estava ótima quando estivemos lá à noite, e éramos as únicas pessoas do restaurante dela, enquanto o do Antônio estava com mais gente.

 

Ambos os locais são bastante simples e ficam a poucos passos de distância um do outro, em Canto de Atins, uma área ainda mais isolada. Para chegar lá, é possível ir caminhando desde o centrinho de Atins (o que demora cerca de uma hora), pagar alguma caminhonete 4x4 (20 minutos) ou aproveitar um dos tours que já inclui essa parada.

 

Independentemente de qual restaurante seja escolhido, recomendo também aproveitar os dias no Maranhão para comer muitos frutos do mar a preços bem melhores do que os praticados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em Barreirinhas, na avenida Beira Rio, existem boas opções de cardápios com peixes, camarões, lulas, polvos e afins.

               IMPERDÍVEL:

 

- Difícil escolher apenas um entre os Circuitos da Lagoa Azul e da Lagoa Bonita. Na dúvida, vale conhecer os dois. É possível até fazer ambos no mesmo dia.

 

- Dormir pelo menos uma noite no vilarejo de Atins, para ter uma experiência mais roots e visitar as lagoas com mais tranquilidade, com menos gente por perto.

 

- Camarão da Luzia ou do Antônio? Fui no da Luzia e aprovei, mas os dois restaurantes são bem elogiados e valem o esforço da ida até o isolado Canto de Atins.

QUER SABER MAIS SOBRE OS LENÇÓIS MARANHENSES ? ACESSE TAMBÉM:

 

- Site oficial do parque

 

- Mochilão Trips

- Meu Planejamento de Viagens

 

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