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PUERTO VIEJO DE TALAMANCA: o que fazer, como ir, rafting

Pura Vida, reggae, praias e o sensacional rafting no Rio Pacuare
Publicado em:

Quando fui a Puerto Viejo de Talamanca: Fevereiro de 2015

Quanto tempo: 2 dias

Um passeio de bicicleta percorrendo as diversas praias da região durante o dia, um bar com banda ao vivo tocando reggae à noite e aquele clima de cidade pequena do litoral, com simplicidade, alegria, natureza e uma ótima vibe. “Pura Vida”, como diz a expressão típica dos costarriquenhos. Nossos dias em Puerto Viejo de Talamanca, que fica na costa do Caribe da Costa Rica, podem ser resumidos a isso, mas ganharam um extra fundamental para coroar nossa viagem pelo país: o sensacional rafting pelo Rio Pacuare.

A aventura em botes infláveis descendo corredeiras aconteceu na saída da cidade e foi praticamente um “meio de transporte” para ir a La Fortuna, nosso destino seguinte (leia mais detalhes sobre o rafting abaixo). Antes disso, Puerto Viejo foi a nossa porta de entrada na Costa Rica, ficamos lá por dois dias, durante o mochilão que fizemos em 2015 na América Central (veja o roteiro completo).

Localizada na província de Limón, Puerto Viejo ganhou influências da cultura jamaicana, o que pode ser observado na música, artesanato e entre “outras coisas mais” vendidas pelas ruas. O local recebe muitos surfistas e mochileiros, o turismo cresceu por lá nos últimos anos, mesmo assim as características de um simples vilarejo são preservadas, inclusive com bons preços.

Apesar de ser um destino interessante para se visitar, é apenas uma parte da grande biodiversidade que o país oferece, como por exemplo as também bastante procuradas praias para surfe e festas na costa do Pacífico.

TRANSPORTE:

Chegamos a Puerto Viejo de Talamanca depois de 4h30 de viagem saindo de Bocas del Toro, no Panamá. Fechamos um shuttle no hostel onde estávamos por 27 dólares, que incluiu barco até a cidade de Almirante e depois ônibus até Puerto Viejo, com parada na imigração na fronteira entre os dois países, nas cidades de Guabito e Sixaola.

O centro de Puerto Viejo é pequeno e tudo pode ser feito a pé. Para ir às praias da região, alugamos uma bicicleta, mas também existem ônibus que vão até locais um pouco mais distantes, como Manzanillo e Cahuita.

HOSPEDAGEM:

Ficamos no Rocking J’s, um hostel bem roots que simboliza bem o estilo da cidade, com simplicidade e boas energias. Local bem próprio para o público mochileiro, com mesa de beer-pong, bar/lanchonete, mas não espere conforto. Pagamos 15 dólares por pessoa a diária de um quarto para quatro pessoas, mas existem diversas opções de acomodação por lá, desde redes, barracas, dormitórios compartilhados até quartos privativos, com os mais variados preços. Fica bem localizado entre o centro da cidade e a Playa Cocles.

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O QUE FAZER:

As principais praias de Puerto Viejo ficam ao Sul do centro da cidade, e a melhor maneira de conhecê-las é alugando uma bicicleta para ir parando onde mais te agradar. Pegamos a bike pela manhã no hostel mesmo onde estávamos hospedados, pagando 5 dólares a diária, e pedalamos 13 quilômetros na ida até a praia de Manzanillo, mais a mesma distância na volta no fim da tarde.

Nossa primeira parada foi a Playa Cocles, a mais próxima e mais frequentada pelos surfistas. Depois passamos na Playa Chiquita, de pequena extensão como já diz o nome e com águas bem claras. Na sequência, paramos na Punta Uva, talvez a praia mais interessante das que conhecemos e onde acabamos ficando mais tempo. Em Manzanillo, demos apenas uma rápida passada.

Não espera praias com mar azul turquesa como é característico das ilhas caribenhas, mas são belezas naturais diferentes, uma área com muito verde e com a possibilidade de ver alguns animais, pássaros e peixes. Apesar das praias não terem estrutura grande, na maioria delas é possível encontrar bar, lanchonete ou até mesmo restaurante por perto.

Como estivemos em Puerto Viejo de Talamanca uma segunda e terça-feira, não encontramos nada tão agitado durante a noite no centro, nenhuma balada boa, mas existem vários bares para tomar aquela cerveja Imperial curtindo uma música naquele clima de litoral. Ou melhor, não encontramos nada na primeira noite vai. Na terça, fomos em um bar chamado Tasty Waves, que fica um pouco antes da Playa Cocles, e estávamos lá bem no dia da “Tasty Tuesdays”. Quando chegamos estava tranquilo, comemos uns tacos, estava rolando uma banda ao vivo de reggae, aí começou a chegar gente, a encher, a virar shots e já viu, né… Bagunça!

Mas independentemente da agitação, o ambiente da cidade é agradável, principalmente para quem curte surfe e reggae. Caminhando pelas ruas, você vai encontrar várias lojas e barracas de artesanato e souvenirs que lembram a influência da Jamaica. E para quem gosta de peixe, há restaurantes interessantes, pagamos 12 dólares em um prato individual com frutos do mar. Entre algumas outras coisas que não tivemos tempo de fazer e a região também oferece, se destaca o Parque Nacional de Cahuita, que fica ao Norte de Puerto Viejo e é possível ir de ônibus.

RAFTING:

Um dos pontos altos do mochilão pela América Central foi o rafting pelo Rio Pacuare, maneira radical encontrada para fazer o deslocamento de Puerto Viejo de Talamanca até La Fortuna, ao invés de encarar duas viagens longas de ônibus, evitando assim ir até a capital San José. Muita gente escolhe essa opção para fazer este trajeto. Fechamos o passeio com a empresa Exploradores Outdoors, que tem agência em Puerto Viejo, pagando 89 dólares, preço que inclui o rafting de 4 horas no Rio Pacuare, café da manhã, almoço e o transporte de ônibus entre as cidades. No total, dá cerca de 11 horas de viagem.

Saímos cedo de Puerto Viejo, umas 6h, e depois de três horas na estrada chegamos na base perto do rio, que fica perto da cidade de Siquirres, onde foi servido o café da manhã e deixamos nossa mochilas. Depois das instruções dos guias, entramos nos botes e começamos a descida por volta das 10h. Eram uns dez botes, com seis pessoas em cada, mais um guia. Foram quatro horas remando, uma distância de 30km, com 38 rápidos de classe III e IV, aventura de dificuldade considerável, principalmente para quem vai pela primeira vez. É quase o tempo todo seguindo os comandos: “adelante”, izquierda”, “derecha”… Dá pra cansar bem, mas vale muito a pena!

Alguns botes chegaram a virar com as pessoas caindo na água, mas a estrutura é bem boa com instrutores ajudando e tomando conta da segurança. Em alguns momentos de calmaria, é possível nadar no rio e também observar cachoeiras maiores, além de muitos pássaros e a vegetação local. No meio do caminho, há uma parada de quase uma hora para almoço na margem do rio, com tortillas, sanduíches, saladas, frutas.

O rafting terminou umas 14h, voltamos para a base, onde é possível comprar as fotos que eles tiraram, e entramos novamente no ônibus, chegando em La Fortuna pouco depois das 17h. Para quem fizer este trajeto e gostar de esporte radical, recomendo fazer o rafting, é garantia de aventura e diversão, pagando pouca coisa a mais do que viajar de ônibus normal.

IMPERDÍVEL:

– Certamente, vale muito a pena fazer o rafting no Rio Pacuare. Além de aventura e diversão garantidas, serve como um “meio de transporte” entre as cidades.

– Não espere o mar azul turquesa de ilhas do Caribe, mas uma ótima ideia para conhecer as boas e agradáveis praias da região de Puerto Viejo é alugar um bicicleta.

– Para quem gosta de surfe e reggae, a cidade tem a vibe ideal para curtir o clima do litoral com simplicidade e alegria perto na natureza. Pura Vida!

QUER SABER MAIS SOBRE PUERTO VIEJO ? ACESSE TAMBÉM:

Site sobre a cidade

Tiago Leme
Tiago Lemehttps://www.boraviajaragora.com/
Jornalista, autor do Bora Viajar Agora, atualmente morando em Paris, trabalhando como freelancer. Já visitei 77 países. Os posts escritos neste blog são relatos de minhas viagens, com dicas e informações para ajudar outros viajantes.

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