JERUSALÉM

A intrigante cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos

Publicado em: 01/02/2016

Quando fui: Outubro de 2011

 

Quanto tempo: 3 dias

Imagine um lugar onde muçulmanos, cristãos e judeus convivem juntos em uma área de 1 quilômetro quadrado. Agora imagine um lugar onde Jesus Cristo, Maomé e Abraão viveram momentos que construíram a história de suas religiões. Imagine ainda que neste mesmo lugar existem militares “desfilando” normalmente nas ruas com metralhadoras penduradas no pescoço. Ao mesmo tempo que existem lugares sagrados e calmos nesta cidade, há muito agito noturno, bares e baladas. É, esse lugar existe e se chama Jerusalém.  Então, pare de imaginar e dê um jeito de viajar pra lá.

 

Conflitos políticos e religiosos à parte, a capital de Israel (ou da Palestina?) é um dos lugares mais intrigantes e interessantes do mundo. Fui para lá em outubro de 2011, durante o mochilão que fiz pelo Oriente Médio. E é justamente essa mistura maluca de culturas que torna o lugar extremamente sensacional e, por sinal, bastante turístico.

 

Com a maioria da população formada por judeus, Israel é bem mais desenvolvida do que os países árabes com os quais faz fronteira, fazendo com que o custo da viagem por lá seja um pouco maior, os preços são até próximos aos praticados na Europa. A segurança da região ainda é um fator que sempre gera preocupação, mas evitando a viagem em épocas turbulentas isso não deve ser um problema.

 

Independentemente de sua religião ou intensidade de sua fé, é até difícil descrever a sensação de estar em uma terra santa como esta. Ir a Jerusalém é ver a história do mundo de perto e com os próprios olhos, em determinados momentos até se sentido um pouco parte desta história. Seja você cristão, judeu, muçulmano ou até mesmo ateu, a capital de Israel certamente é um dos destinos mais espetaculares do planeta para se conhecer.

             TRANSPORTE:

 

Entramos em Israel vindo da Jordânia, pelo Sul do país, na cidade de Eilat, e passamos pelo Mar Morto antes de chegar a Jerusalém. Fizemos a viagem de ônibus pela empresa Egged, a principal do país e bastante eficiente. Para quem vem direto da Europa, existem boas opções de voo para o país, incluindo companhias aéreas low-cost.

 

Para conhecer a Old City, tudo é feito a pé, já que não circulam carros dentro das muralhas históricas. Para ir a locais fora dela e na parte nova da cidade, existem bondes e diversas linhas de ônibus, que levam inclusive para algumas cidade da Palestina, como Belém.

             HOSPEDAGEM:

 

Ficamos no Citadel Youth Hostel, na Old City,  por 60 shekels (12 euros) a diária, em quarto compartilhado. Na primeira noite, por um preço um pouco menor, dormimos no roof, sótão a céu aberto, porque o local já estava lotado. Boa opção de hostel, com vários mochileiros dividindo histórias.

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             PONTOS TURÍSTICOS:

 

A Old City (Cidade Velha) concentra a maioria das atrações de interesse de Jerusalém. Para conhecê-la, nos juntamos a um tour gratuito comum também em algumas cidades da Europa, que durou cerca de três horas e percorreu os principais pontos turísticos Não sou muito fã de tours guiados, mas neste caso foi uma boa. Além de ter que pagar apenas se quiser e quanto quiser, o guia deu uma explicação resumida dos lugares e mostrou vários pontos que só quem é de lá mesmo conhece. Foi bom para ter uma boa noção da cidade, e depois voltar por conta nos lugares mais interessantes. Vale citar que todas as principais atrações da Old City são gratuitas e podem ser conhecidas a pé.

 

A Cidade Velha é dividida em quatro bairros: o cristão, o muçulmano, o judeu e o armênio, cada um com suas peculiaridades. A circulação entre os bairros é livre e apenas para pedestres, que se perdem no labirinto deixando a imaginação voltar à vida de milhares de anos atrás. Espalhadas pelas ruelas e becos estão diversas pequenas lojas que vendem souvenirs, produtos e comidas típicas de cada um destes povos, além, é claro, de contar com templos históricos. A região de 1 quilômetro quadrado é rodeada por muralhas, e existem atualmente sete portões de entrada.

 

Um dos principais acessos é o Jaffa Gate, onde fica o Museu Torre de David. De lá, começa a David Street, que leva aos principais lugares do bairro cristão e se estende até a entrada da Praça do Muro Ocidental. Mas a principal atração desta região é mesmo a Igreja do Santo Sepulcro (Church of Holy Sepulchre), local onde os católicos acreditam que aconteceu a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo.

 

O bairro muçulmano, que tem como principal porta de entrada o Damascus Gate, é o que abriga a maior população da Old City. Depois de passar alguns dias em países árabes do Oriente Médio, basta uma volta nesta região para relembrar os principais costumes islâmicos e os sons das mesquitas. Apesar de a região ser atualmente muçulmana, é lá que se localiza a Via Dolorosa. De acordo com a crença cristã, foi por este caminho que Jesus fez a Via Crucis, carregando a cruz até morrer.

 

Já no bairro judeu, o mais rico e com casas mais bem cuidadas, estão diversas sinagogas, como a Hurva, e também o Cardo, um sítio arqueológico descoberto após escavações. Mas o cartão-postal da região é o famoso Muro Ocidental (Western Wall), mais conhecido como o Muro das Lamentações. É o local mais sagrado para o judaísmo, único vestígio do antigo Templo de Herodes, destruído em uma das inúmeras batalhas em Jerusalém. Mas lá, além de judeus ortodoxos rezando durante o dia inteiro, também estão turistas (que são obrigados a usar um quipá na cabeça) colocando entre as pedras do muro bilhetes de papel com pedidos e agradecimentos. Para entrar na praça onde fica o muro, é necessário passar por um detector de metais, antes de chegar ao local frequentemente lotado de viajantes e moradores locais dos mais diferenciados tipos e culturas.

 

O menor e menos atrativo, mas não menos importante, dos bairros é o armênio. Lá fica a St. James Cathedral. Aí vem a pergunta: por que armênio e não russo, japonês, inglês, americano, etc..? Porque a Armênia foi o primeiro país do mundo a aceitar a religião cristã.

Para finalizar as atrações da Cidade Velha, deixei por último o Temple Mount (Monte do Templo), talvez a mais famosa e “curiosa” das atrações. Lá fica o Dome of the Rock (Domo da Rocha), tradicional mesquita com a cúpula dourada. O local é o terceiro mais sagrado do planeta para o islamismo, ficando atrás apenas de Meca e Medina. Mas espera aí, como que pode existir um lugar tão importante para os muçulmanos dentro de um país predominantemente judaico e também sagrado para os cristãos? Pois é, às vezes é difícil de imaginar. Eu mesmo não sabia de diversos interessantes detalhes do que acontece por lá. Neste mesmo local, teriam acontecido momentos históricos para três religiões distintas. Para os muçulmanos, foi a partir dali que Maomé teria subido ao céu. Para os judeus, foi onde Abraão teria oferecido seu filho Isaac ao sacrifício. Para os cristãos, foi onde Caim teria matado o irmão Abel.

 

Depois de muitas disputas, guerras e domínios, quem controla hoje o Temple Mount são os muçulmanos. A entrada para qualquer pessoa não muçulmana (de qualquer outra religião, seja turista ou morador local) só é permitida em restritos horários durante o dia e nunca nas sextas-feiras, sábados e feriados. O controle de acesso é rígido, com militares armados, revista rigorosa, raio-x e é necessário se vestir discretamente (nada de bermudas ou saias curtas).

 

Lá dentro, além do imponente Dome of the Rock, também fica a Mesquita de Al-Aqsa, mas apenas muçulmanos podem conhecer o interior delas. De qualquer forma, vale bastante a visita por toda a praça, pela área verde do complexo e pela energia do local.

 

Apesar de tantos lugares a serem visitados na Old City, Jerusalém ainda tem muita coisa a oferecer foras das muralhas. O Monte das Oliveiras, por exemplo, conta com diversas igrejas, a Tumba de Vigem Maria e foi onde Jesus teria feito alguns de seus ensinamentos. No Monte Zion, estão a Tumba do Rei David e o túmulo de Oskar Schindler. Na Cidade Nova, ficam o tradicional Mercado de Mahane Yehuda e o bairro de Mea She`arim, onde se concentram os judeus ortodoxos, sempre vestidos todos de preto, com chapéu e barba longa. Claro, ainda existem na cidade muitos outros museus, igrejas, sinagogas e mesquitas, que podem ser visitadas de acordo com o gosto específico de cada um.

             SEGURANÇA:

 

Jerusalém é um lugar seguro? É inegável a história de guerras na região, mas a vida diária lá é semelhante à de qualquer cidade ocidental. Não me senti inseguro em nenhum momento. A preocupação deles com o terrorismo é grande, justificável, até por isso as medidas de segurança são ainda maiores. É impressionante o número de militares do exército espalhados pelas ruas, você vê metralhadoras frequentemente. Aconteceu de eu estar sentado em um ônibus ou em uma lanchonete e um cara sentar ao meu lado com uma dessas metrancas penduradas no pescoço. Lá é a coisa mais normal do mundo. Sem falar nos inúmeros detectores de metais e raios-x nas entradas de qualquer prédio público, rodoviária, shopping e coisas do tipo.

 

Para se ter uma ideia da importância do serviço militar em Israel, aos 18 anos todos no país são obrigados a se apresentar e a servir. Homens são recrutados e ficam por três anos e mulheres servem durante dois anos. Só existem raras dispensas em casos excepcionais, se a pessoa não for apta física ou mentalmente. Mesmo assim, apesar de todos esses fatos citados, volto a afirmar: me senti seguro durante todo o tempo que permanci por lá.

             FESTA:

 

Como citado no início do post, Jerusalém também oferece muita diversão para o viajante. Na New City, nas travessas da Jaffa Road e perto da Zion Square estão diversos bares que ficam lotados de jovens durante a noite, sempre com muito narguilé. A cidade é de fato vibrante, com diversas opções de lazer. E também existem boas baladas que rolam até o amanhecer. Fui à HaOman 17, que fica a uns 15 minutos de táxi do centro. Lugar grande, com música eletrônica e comercial, era um dos nightclubs que estava pegando na época. Para quem está solteiro, Israel me surpreendeu positivamente, o nível da mulherada é alto. Durante o dia, as israelenses “desfilam” beleza vestidas de militar e com uma metralhadora pendurada no pescoço E, à noite, essas mesmas militares vão para a "guerra" nas baladas.

              IMPERDÍVEL:

 

- A Old City e a mistura de culturas e religiões em seus quatro diferentes bairros: judeu, cristão, muçulmano e armênio.

 

- O Muro das Lamentações e os rituais de fé das pessoas no local, sejam judeus locais ou turistas cristãos.

 

- O "desfile" de militares israelenses armados com metralhadoras pelas ruas chama a atenção, mas o fato é normal no dia a dia da cidade.

QUER SABER MAIS SOBRE JERUSALÉM ? ACESSE TAMBÉM:

 

- Site oficial da cidade

 

- Desbravando Novas Fronteiras

- Mapa na Mão

- Turista Profissional

 

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